Em mercados

De olho no noticiário europeu, Ibovespa abre em alta de 0,49%

Mercado digere emissão de títulos de Portugal, além de possível ajuda adicional do FMI e chance de cortes de ratings na Europa

SÃO PAULO - Após ultrapassar a barreira dos 60 mil pontos na sessão anterior, o Ibovespa inicia o pregão regular desta quarta-feira (18) em alta de 0,49%, aos 60.946 pontos, acompanhando o desempenho do mercado internacional em meio a um movimentado noticiário europeu.

O grande teste do mercado nesta manhã foi a emissão de títulos públicos realizada por Portugal. Um dos países em situação mais complicada dentro da Zona do Euro conseguiu levantar o total pretendido durante o leilão, de € 2,5 bilhões, em papéis de curto prazo, a rendimentos iguais ou menores aos investidores, na comparação com a última oferta. Este foi o primeiro leilão após a Standard & Poor's rebaixar a nota de crédito do país para grau especulativo.

Já a agência de classificação de risco Fitch Ratings anunciou que poderá cortar o rating de seis países da Zona do Euro que atualmente estão em revisão até o final de janeiro. Em dezembro, a Fitch colocou Espanha, Itália, Irlanda, Chipre, Bélgica e Eslovénia sob revisão para um possível corte, ao citar o fracasso europeu em conter a crise da Zona do Euro.

Ainda no front europeu, segundo informações da agência internacional Bloomberg, o FMI (Fundo Monetário Internacional) estaria estudando levantar US$ 500 bilhões adicionais para auxiliar na recuperação europeia. A instituição estaria em conversas com países em melhor situação, como Brasil, Rússia, Índia e China, para que sejam os principais colaboradores dessa captação, em conjunto com os produtores de petróleo.

Grécia pode pesar
Neste momento positivo, apenas um fator pode mudar esse cenário. Segundo Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, o debate em torno da reestruturação da dívida grega será reiniciado em Atenas nesta quarta-feira, e qualquer indicação de um possível calote poderia derrubar os mercados.

Outro ponto negativo fica por conta do relatório do Banco Mundial, que prevê a recessão na Zona do Euro, com a retração do PIB (Produto Interno Bruto) chegando a 0,3% em 2012, algo que vários analistas já vinham alertando durante os últimos meses.

Dados econômicos
No front doméstico, a principal expectativa fica em torno da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que termina durante a noite. O consenso dos especialistas é de que o Banco Central vai reduzir a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para 10,5% ao ano.

Há também o aguardo pelo Fluxo Cambial da semana anterior, que será conhecido às 12h30 (horário de Brasília). Entre os dados que já foram revelados, está o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A inflação de São Paulo avançou 0,79% na segunda medição deste ano.

Já no cenário global, os investidores esperam indicadores dos Estados Unidos, entre eles o índice de preços aos produtores. Por fim, serão comunicados tanto a atividade industrial como a utilização da capacidade instalada no país.

Destaques do pregão
Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para a valorização das ações da Ultrapar (UGPA3, R$ 35,88, +1,93%), OGX (OGXP3, R$ 15,54, +1,83%), Gafisa (GFSA3, R$ 4,44, +1,83%), Hypermarcas (HYPE3, R$ 10,33, +1,57%) e JBS (JBSS3, R$ 5,84, +1,57%). 


 

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