Em mercados

Em meio à expectativa com noticiário europeu, Ibovespa abre em queda de 0,37%

Índice inicia pregão no vermelho após a alta de 1,06% da véspera; possibilidade de criação de novo fundo de resgate europeu anima

SÃO PAULO - O Ibovespa inicia o pregão regular desta quarta-feira (7) no campo negativo e opera em queda de 0,37%, aos 59.316 pontos, em um movimento de correção pela forte alta registrada na véspera, de 1,06%, apesar da renovação da esperança dos investidores acerca de novas medidas para combater a crise da dívida da Zona do Euro, que vem trazendo instabilidade ao mercado nos últimos meses.

A possibilidade de confirmação de um novo fundo de resgate aos países europeus, além do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), trouxe alívio aos investidores. Segundo informações do Financial Times, os líderes da região podem criar um novo pacote de resgate em 2012, denominado ESM (Mecanismo de Estabilidade Europeia), na tentativa de restaurar a confiança do mercado. "A possibilidade de novos recursos seria ainda mais relevante caso países do bloco adotassem medidas de cortes de gastos e estímulos ao crescimento semelhantes ao anunciado pela Itália", avalia Jason Vieira, analista internacional da Cruzeiro do Sul Corretora.

Dando sequência a esse cenário de projeções positivas para aliviar a crise da dívida na Europa, a equipe econômica do Bradesco, liderada por Octavio de Barros, espera um novo dia de valorização para o benchmark em São Paulo, como observado no dia anterior. O avanço, no entanto, deve ser mais moderado.

Além do foco do mercado nas notícias vindas do velho continente, a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares, alerta para a possibilidade, comentada por alguns analistas, de que a reunião da próxima sexta-feira venha a ser decepcionante, no sentido de não trazer novidades aquém das expectativas do mercado.

Análise gráfica
O Ibovespa segue em movimento de alta, buscando as resistências entre 59.600 pontos e 59.900 pontos, segundo o analista gráfico da Gradual Investimentos, Régis Chinchila. "O rompimento desse último patamar renovará a pressão na compra. Os suportes mais relevantes estão em 58.500 pontos e 57.300 pontos", completa o analista.

Já Fernando Góes, analista técnico da Octo Corretora, avalia que o mercado segue mantendo a dúvida se rompe de uma vez a resistência, "o que não traria nenhum problema, visto que existe a possibilidade de montar a figura de alta OCOi (ombro-cabeça-ombro invertido), aumentando as chances de um rompimento de uma vez, com o cenário atual favorável à compra", diz. Góes ainda acredita que o patamar de 57.200 pontos segue consolidade como divisor de tendência e somento abaixo deste nível perde a formação de alta.

Ações
Entre as maiores quedas da carteira teórica do Ibovespa neste início de sessão, destaque para os papéis de Telemar (TNLP3, R$ 20,87, -2,66%), Cosan (CSAN3, R$ 27,39, -1,83%), Vanguarda Agro (VAGR3, R$ 0,55, -1,79%), Brasil Telecom (BRTO4, R$ 11,30, -1,57%) e MMX Mineração (MMXM3, R$ 6,71, -1,32%). 

Indicadores econômicos
No front doméstico, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que a produção industrial do País se contraiu durante novembro. Em sete dos 14 locais pesquisados, os números foram negativos, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física. Em relação a outubro, a queda total foi de 2,2%.

Já a FGV (Fundação Getúlio Vargas) mostrou a inflação medida pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna), que avançou 0,43% no mesmo mês. Em 12 meses, a taxa já chega aos 5,56%, mas a variação dos preços ficou abaixo das estimativas do mercado, reunidas no relatório Focus, do Banco Central.

Nos Estados Unidos, são aguardados ainda os indicadores de estoques de petróleo, bem como o Consumer Credit, que mede o montante total emprestado aos consumidores do país durante os primeiros dias de dezembro.

 

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