Em mercados

Ibovespa segue em queda na esteira de nova rodada de perdas internacionais

Mercado precifica dose adicional de nervosismo com risco de corte de rating da França e deterioração na Zona do Euro

SÃO PAULO - Em queda acentuada desde a abertura, o Ibovespa da Bolsa de Valores de São Paulo apresenta baixa de 1,97% no início da tarde desta segunda-feira (21) e atinge 55.614  pontos, com volume financeiro de R$ 5,31 bilhões às 13h21 

Mais uma vez a bolsa brasileira vê suas perdas diretamente atreladas ao nervosismo sobre a crise fiscal na Zona do Euro, que vê as grandes economias da região cada vez mais próximas do olho do furacão.

No íncio da manhã, a agência de classificação de risco Moody’s apontou para um possível corte na nota de crédito da França, que atualmente é a maior possível, ou Aaa. Além disso, o mercado segue pressionando para cima os yields dos papéis dos combalidos PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha), que seguem como os casos mais delicados da região.

Também pesam sobre a bolsa brasileira, a informação de que o supercomitê dos EUA irá anunciar que falhou em selar um acordo sobre a redução do gasto público em US$ 1,2 trilhão ao longo da próxima década, informam publicações internacionais.

Conforme publicado na imprensa, republicanos e democratas possuem diversos pontos em desacordo sobre impostos e gastos, sendo que as propostas devem ser apresentadas ainda nesta segunda-feira para serem votadas na quarta-feira.

Em suma, o caldeirão de influências externo e a fraca agenda local deixam pouco espaço para um eventual descolamento da bolsa brasileira.

Altas e baixas
O principal destaque negativo fica com as ações da BM&FBovespa (BVMF3), que registram desvalorização de 4,82% e são cotadas a R$ 10,07. Com essa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -19,10%.

Por outro lado, o melhor desempenho fica com os papéis da Telemar (TMAR5), que são cotados a R$ 47,70 e apresentam alta de 1,92%.

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BVMF3 BMFBOVESPA ON ED 10,07 -4,82 -19,10 57,18M
 CSNA3 SID NACIONAL ON 14,85 -4,69 -41,26 27,83M
 MMXM3 MMX MINER ON 6,46 -3,87 -42,48 12,93M
 PDGR3 PDG REALT ON 6,50 -3,56 -34,90 17,37M
 GOLL4 GOL PN N2 12,71 -3,49 -48,91 3,75M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 TMAR5 TELEMAR N L PNA 47,70 +1,92 +1,74 559,95K
 KLBN4 KLABIN S/A PN 6,85 +0,29 +22,11 2,79M
 CRUZ3 SOUZA CRUZ ON 22,17 +0,14 +29,89 3,08M
 LIGT3 LIGHT S/A ON 27,31 +0,04 +14,35 3,24M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Bolsas internacionais
Nos EUA, os principais índices de ações registram quedas próximas a 2% até o momento. No campo dos indicadores, figura solitária a divulgação do indicador Existing Home Sales, que apontou a venda de 4,97 milhões de imóveis em outubro, superando a expecativa de 4,85 milhões do mercado.

Enquanto isso, na Europa, os principais índices acionários caminham para fechamento com perdas próximas a 2,5%, com destaque para o FTSE MIB, de Milão, que registram baixa de 3,39%.

Juros e câmbio
As principais taxas de juros futuros operam no terreno da instabilidade nesta segunda-feira. O investidores analisam a última versão, feita nesta manhã do relatório Focus do Banco Central, que manteve quase todas projeções, com exceção a queda do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado). Além disto, o cenário de maior aversão ao risco visto nas bolsas ao redor do globo, chama a atenção dos investidores. 

Por fim, o dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,8080 na compra e R$ 1,8100 na venda, forte alta de 1,51% em relação ao fechamento anterior.

 

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