Em mercados

Ibovespa segue ampliando ganhos na esteira do front externo

A exemplo de EUA e Europa, investidores brasileiros seguem apreensivos por definição em Bruxelas

SÃO PAULO - Avançando desde a abertura, o Ibovespa apresenta alta de 2,17% no início da tarde desta segunda-feira (24) e atinge 56.452 pontos, com volume financeiro de R$ 2,028 bilhões às 12h50.

Até o momento, o principal índice da bolsa brasileira acompanha os ganhos no front externo, em dia com foco principal voltado para a Europa. Por lá, investidores seguem aguardando para quarta-feira a apresentação do tão aguardado "plano abrangente" de reformas como resultado da reunião de cúpula da União Europeia iniciada na última sexta-feira.

Conforme muitos analistas já esperavam, o final de semana não trouxe nenhuma novidade antecipada, e pouco deve ser visto até quarta-feira, quando deverá sair o documento oficial do encontro. Com isso, seguem especulações e expectativas sobre três pilares principais: ampliação do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), participação de credores privados na reestruturação da dívida grega e recapitalização dos bancos da região, sem contar ainda com a possibilidade de avanços ao redor de futuros títulos comuns ao bloco.

Focus na pauta
Além de importar a agenda externa
, investidores naturalmente não deixam de lado as especificidades locais. Como é de praxe às segundas-feiras, o mercado doméstico acompanha a divulgação do relatório Focus do Banco Central - o primeiro após o corte que levou a taxa Selic para 11,50% ao ano. 

Nesta edição, as previsões do mercado para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) foi mantido nos mesmos patamares do último boletim, de 0,45%. Este foi o mesmo caminho do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), que permaneceu em 0,55%. A taxa de câmbio também foi conservada em R$ 1,75, enquanto a taxa Selic seguiu estimada em 11,00% para o fechamento de 2011 e 10,50% para 2012.

Altas e baixas
O principal destaque positivo fica com as ações da JBS (JBSS3), que registram valorização de 6,15% e são cotadas a R$ 4,66. Apesar dessa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -35,01%.

Por outro lado, o pior desempenho fica com os papéis da CCR (CCRO3), que são cotados a R$ 47,81 e apresentam baixa de 1,32%.

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 JBSS3 JBS ON 4,66 +6,15 -35,01 6,62M
 CSNA3 SID NACIONAL ON 14,69 +4,56 -41,89 31,41M
 USIM3 USIMINAS ON 23,43 +3,95 +10,25 4,63M
 GOAU4 GERDAU MET PN 17,86 +3,84 -32,20 4,78M
 GOLL4 GOL PN N2 13,27 +3,83 -46,66 9,23M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CCRO3 CCR SA ON 47,81 -1,32 +6,02 8,24M
 BRML3 BR MALLS PAR ON 18,69 -0,32 +10,43 5,85M
 CSAN3 COSAN ON 26,77 -0,15 -0,99 7,73M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Bolsas internacionais
Os principais índices acionários de Wall Street avançam cerca de 1% até o momento. A agenda externa e a ausência de indicadores relevantes locais reforçam ainda mais o peso do velho continente sobre as bolsas norte-americanas nesta sessão.

No front corporativo, o destaque fica por conta das ações da Caterpillar (+4,82%), após a empresa ter apresentado lucro líquido acima do esperado no terceiro trimestre, chegando a US$ 1,14 bilhão.

Enquanto isso na Europa, centro das atenções, os principais índices caminham para fechamento com altas próximas a 1%, com destaque para o CAC-40 da bolsa de Paris, que chega a +1,75%.

Juros e câmbio
As taxas dos principais contratos de juros futuros operam em queda na BM&F após o leve ajuste para baixo das projeções de inflação e do PIB (Produto Interno Bruto) para 2011 e 2012 do último relatório Focus, divulgado neta manhã.

Vale mencionar que a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) será o principal destaque da agenda doméstica desta semana, e deverá fornecer mais detalhes acerca da última decisão de corte de 50 pontos base da Selic na semana passada. 

Por fim, o dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7710 na compra e R$ 1,7730 na venda, baixa de 0,42% em relação ao fechamento anterior.

 

 

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