Em mercados

Mercados externos ensaiam recuperação na expectativa por recapitalização de bancos

Ministros de Finanças da Zona do Euro discutiram o assunto e FMI classifica medida como ideal para a situação das instituições

SÃO PAULO – A manhã desta quarta-feira (5) é de ganhos para os mercados acionários internacionais, impulsionados pela perspectiva de recapitalização dos bancos europeus, o que amenizaria a crise na região.

Nesta quarta-feira o FMI (Fundo Monetário Internacional) endossou o coro propagado pelos ministros de finanças da Zona do Euro ao revelar, em relatório, que a melhor saída para as instituições financeiras da Europa, no momento, seria a capitalização destas instituições via injeção de capital privado.

Os investidores também avaliam positivamente a criação de 91 mil novas vagas no setor privado norte-americano em setembro, conforme reportado pelo ADP Employment nesta manhã, enquanto as expectativas eram de 45 mil.

No entanto, cabe ressaltar que o número veio em linha com os dados revisados do mês anterior, período no qual o Relatório de Emprego frustrou as projeções ao anunciar que o mês não representou avanço no número de vagas na economia. Por lá ainda será revelado o ISM Services, o qual mede o nível de atividade industrial do país, enquanto por aqui a agenda prevê a divulgação do fluxo cambial, a pesquisa nacional da cesta básica.

Indicadores ofuscados?
“No entanto, os mercados atualmente estão prestando pouco respeito aos dados comparados à situação política na Europa”, alerta Kasper Kirkegaard, analista sênior do Danske Research. Deste modo, o head de análise da Ágora Corretora, indica em relatório que continua a recomendar a cautela para o curto prazo. Assim, os investidores devem se manter atentos a qualquer novidade com relação, principalmente, à Grécia.

“Os sinais de que a moratória grega deve ocorrer começam a se multiplicar na Europa, inicialmente com a recapitalização de instituições com problema na região e uma ‘blindagem’ dos bancos dos efeitos da crise grega e posteriormente com fortes sinalizações de mudanças nos discursos das autoridades da região, citando que há urgência na finalização dos planos conjuntos” alerta Jason Vieira, analista da Cruzeiro do Sul Corretora.

O cenário negativo é reforçado pelo corte no rating da Itália pela Moody’s, a qual rebaixou a capacidade de pagamento do país em três notas, ao passar de Aa2 para A2. O país se mantém como grau de investimento, mas a perspectiva continua em negativa.

 

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