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Em mercados

Bolsas dos EUA avançam, entre dados corporativos e indicador sobre a indústria

Resultados corporativos acima do esperado do UPS e Pfizer ofuscam aumento dos protestos no Egito e corte do rating do país pela S&P

SÃO PAULO - Os principais índices acionários dos EUA seguem em alta nesta terça-feira (1), após a divulgação de indicadores positivos sobre a indústria e resultados acima do esperado da empresa de entregas UPS. Apesar disso, o mercado ainda avalia os desdobramento da crise política no Egito e dados negativos sobre a construção civil.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, opera em valorização de 1,90% e atinge 2.751 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, negocia em alta de 1,57% a 1.306 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, sobe 1,11%, chegando a 12.023 pontos. 

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Nasdaq +1,90 2.751 +3,71 +3,71 
 S&P 500 +1,57 1.306 +3,87 +3,87 
 Dow Jones +1,11 12.023 +3,85 +3,85 

Balanços contribuem positivamente
Apesar do foco imediato dos mercados estarem voltados para o Oriente Médio, vale lembrar que os EUA ainda se encontram em temporada de divulgação de resultados do último trimestre. Nesta sessão, os destaques ficam para o UPS, a BP e a Pfizer.

A UPS, uma empresa de entrega de encomendas considerada um sinalizador do crescimento econômico no país, superou as estimativas para seus resultados do quarto trimestre. A companhia registrou lucro líquido de US$ 1,08 por ação, enquanto analistas consultados pela Bloomberg projetavam US$ 1,05. A receita subiu 8,4%, para US$ 13,42 bilhões, também acima do esperado. A empresa ainda superou as estimativas de guidance e projetou a distribuição de US$ 2 bilhões em dividendos neste ano, levando suas ações a subirem 4,37%.

O laboratório Pfizer também obteve ganhos superiores às estimativas do mercado no quarto trimestre. Enquanto analistas previam lucro por ação de US$ 0,46, a empresa foi um pouco além, US$ 0,47. No acumulado de 2010, foram registrados US$ 67,809 bilhões como receita e US$ 8,257 bilhões de lucro líquido. Assim, seus papéis disparam mais de 5,5%.

Por outro lado, a petrolífera BP obteve lucro líquido de US$ 4,61 bilhões nos últimos meses de 2010, mas o valor não impediu que a companhia fechasse 2010 com o maior prejuízo dos últimos 20 anos. O resultado refletiu encargos superiores a US$ 40 bilhões após o desastre no Golfo do México em abril do ano passado.

Contudo, a empresa afirmou que já prevê retomar a distribuição de dividendos neste ano, e seus ADRs (American Depositary Receipts) sobem 1,05% na sessão.

Agenda
O ISM Index, que mede mensalmente a atividade industrial do país, ficou acima do esperado em janeiro, conforme os dados divulgados pelo Institute for Supply Management. No último mês, o indicador atingiu 60,8 pontos, enquanto as expectativas do mercado indicavam 58,4 pontos. A medição de dezembro marcara 58,5 pontos.

Já o Construction Spending, que mede os gastos com construção civil nos Estados Unidos, recuou 2,5% em dezembro, conforme dados divulgados pelo Departamento de Comércio dos EUA. O mercado projetava uma queda de 0,4% para o mês.

Vendas de automóveis em janeiro
A sessão ainda marca a divulgação das vendas das principais montadoras de automóveis globais em solo norte-americano no mês de janeiro. Entre as empresas que já divulgaram seus números, a General Motors (+0,60%) reportou um crescimento de vendas de 21,8% no período, em um total de 178,896 automóveis vendidos, número superior aos 146.825 divulgados no mesmo mês do ano anterior.

Já a Hyundai e a Kia Motors, duas das maiores montadoras da Coreia do Sul, aumentaram suas vendas em 14% e 33%, respectivamente, segundo a comparação de base anual. A Hyundai vendeu 309.800 veículos, enquanto a Kia comercializou 217.243 automóveis. 

Após Moody's, S&P também rebaixa rating egípcio
No dia da greve geral que representa a intensificação dos protestos para a queda do presidente Hosni Mubarak, e que levou centenas de milhares de pessoas às ruas do Cairo, a Standard & Poor's revisou para baixo o rating de risco do Egito, de BB+ para BB, a exemplo do que já fizera a Moody's na última segunda-feira.

“A crise no Egito continua no foco e os preços do petróleo devem ser seguidos de perto para julgar o impacto econômico da crise”, avaliou Signe Roed-Frederiksen, analista do Danske Bank.

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