Publicidade
SÃO PAULO – Na cidade do Rio de Janeiro, a procura de famílias interessadas em adquirir uma casa por meio do programa habitacional do Governo aumentou 11 vezes em março, ou seja, 1000%.
A cidade começou a fazer o cadastramento antes do lançamento do pacote. No início, a média diária de pedidos de cadastramento era 60. Depois do anúncio das medidas, essa média foi para 660, de acordo com a Agência Brasil.
Investimento de R$ 5 bilhões
Segundo o secretário de Habitação da cidade carioca, Jorge Bittar, o Rio de Janeiro tem um déficit habitacional estimado em 350 mil casas. Segundo ele, para sanar esse déficit será necessário construir 100 mil unidades, nos próximos quatro anos, por meio do programa.
Para tanto, Bittar estima que serão investidos R$ 5 bilhões, advindos, principalmente, do Governo Federal. “Vamos diminuir muito o processo de favelização e reduzir os aglomerados urbanos, além de conter o crescimento desordenado, oferecendo oportunidade de compra a famílias que hoje não tem alternativa no mercado imobiliário”, disse.
Bittar afirmou que a prefeitura está dando preferência à áreas centrais da cidade e “outros eixos de transporte, que tenham abastecimento de água, esgoto, acesso a escolas e hospitais”.
Segundo ele, está sendo feito um mapeamento de terrenos desocupados em todo o município para que possam ser utilizados para a construção.
Continua depois da publicidade
Cadastramento começa nesta segunda-feira
Em São Paulo e outros estados do País, o cadastramento das famílias interessadas em comprar uma casa por meio do programa começou nesta segunda-feira (13).
As famílias que recebem até três salários mínimos devem procurar a prefeitura de onde mora para fazer o cadastramento. Já quem tem renda de três a dez salários mínimos pode procurar a construtora ou a Caixa Econômica Federal.
Os imóveis poderão ser financiados em até 100% e o valor máximo do imóvel para o financiamento é de R$ 130 mil.