De saída

Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, deixa Taiwan após viagem que enfureceu China

Seu avião decolou de um aeroporto na capital Taipé por volta das 18h (horário local, 7h em Brasília).

Por  Equipe InfoMoney -

A presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, deixou Taiwan nesta quarta-feira depois de ter prometido solidariedade e saudado a democracia da ilha, deixando um rastro de raiva chinesa por causa de sua breve visita à ilha autogovernada que Pequim reivindica como parte de seu território.

Pelosi, cuja delegação fez uma parada não anunciada, mas vigiada de perto, em Taiwan na terça-feira, após visitas a Cingapura e Malásia, deve continuar seu tour pela Ásia agora com visitas a Coreia do Sul e Japão.

Seu avião decolou de um aeroporto na capital Taipé por volta das 18h (horário local, 7h em Brasília).

A democrata visitou a ilha à revelia da Casa Branca e foi recebida pelas autoridades locais. “Viemos em amizade a Taiwan, viemos pela paz na região”, disse Pelosi em discurso no Yuan Legislativo, parlamento unicameral do país, antes de sua partida.

Em seguida, a americana foi recebida pela presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, e prometeu que os EUA “não abandonarão seu compromisso” com a ilha. Além disso, garantiu apoio bipartidário do Congresso à causa taiwanesa. “A América está com Taiwan”, declarou.

Pelosi ainda ressaltou o desejo de ampliar a cooperação econômica entre os dois países e até acenou sobre um possível acordo comercial, que pode ser “iminente”. “Sei que algumas empresas taiwanesas importantes estão planejando investir nos EUA”, afirmou. Já Tsai disse que Taiwan não vai recuar diante das “ameaças militares” da China e vai continuar mantendo a “linha da defesa da democracia”.

Essa é a primeira vez em 25 anos que um presidente da Câmara dos Estados Unidos visita Taiwan. A última havia sido com o republicano Newt Gingrich, em 1997, quando a China ainda era um país consideravelmente menos poderoso. Nos últimos anos, no entanto, o presidente Xi Jinping tem falado abertamente em “reunificar” Taiwan, que Pequim considera como uma “província rebelde”.

Para o governo chinês, a visita de Pelosi é uma “interferência inaceitável” em assuntos internos. “É uma verdadeira farsa. Os Estados Unidos violam a soberania da China com o pretexto da assim chamada ‘democracia’. Quem ofende a China será punido”, ameaçou o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi.

O país também anunciou manobras militares nos arredores de Taiwan e suspendeu a exportação de areia natural para a ilha. Essa matéria-prima é fonte de silício, componente essencial para a produção de semicondutores, um dos pilares da economia taiwanesa.

Além disso, a China já suspendeu a importação de mais de 2 mil dos cerca de 3,2 mil produtos alimentares de Taiwan.

(com Ansa Brasil e Reuters)

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