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SÃO PAULO – Foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (17) a Medida Provisória nº 447, que prorroga os prazos para recolhimento dos seguintes tributos: PIS/Pasep, Cofins, IPI, IRRF e INSS. A medida já havia sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e visa melhorar o nível de liquidez das empresas.
Os prazos produzem efeitos em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de novembro de 2008, ou seja, para os vencimentos do mês de dezembro de 2008.
O que mudou
Confira o que mudou com a medida:
- Rendimentos atribuídos a residentes ou domiciliados no exterior;
- Pagamentos a beneficiários não identificados;
- Juros sobre o capital próprio e aplicações financeiras, inclusive os atribuídos a residentes ou domiciliados no exterior;
- Títulos de capitalização;
- Prêmios, inclusive os distribuídos sob a forma de bens e serviços, obtidos em concursos e sorteios de qualquer espécie e lucros decorrentes desses prêmios;
- Multas ou qualquer vantagem decorrente de rescisão de contrato, de que trata o art. 70 da Lei nº 9.430 de 1996;
- Rendimentos e ganhos de capital distribuídos pelos fundos de investimento imobiliário.
- Parte patronal e as descontadas dos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a serviço da empresa;
- As decorrentes da sub-rogação proveniente da comercialização da produção rural e as retidas pela empresa contratante de serviço prestado mediante cessão de mão-de-obra ou empreitada.
Mais regras
A MP trouxe ainda regras para o vencimento da obrigação em dia sem expediente bancário. Confira abaixo:
- Serão prorrogados os vencimentos para o dia útil imediatamente posterior das contribuições recolhidas diretamente pelos segurados contribuinte individual e facultativo e a do empregador doméstico incluindo o descontado do empregado doméstico a seu serviço, cujo vencimento permanece até o dia 15 do mês seguinte ao da competência;
- Serão antecipadas para o dia útil imediatamente anterior as contribuições da empresa e dos segurados a seu serviço, decorrentes da contratação de cooperativa de trabalho, decorrentes da sub-rogação, oriundas da venda da produção rural pelo produtor rural pessoa física, nas situações em que especifica, do segurado especial com relação às contribuições descontadas dos trabalhadores a seu serviço, da cooperativa de trabalho, com relação aos seus associados.