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SÃO PAULO – Na última quinta-feira, os juros futuros encerraram em queda significativa na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), indicando um aumento das apostas em uma eventual aceleração do processo de afrouxamento monetário, após ser publicada a MP 281, desonerando investimentos estrangeiros em títulos públicos.
Incentivos tributários a não-residentes, risco país próximo a seu piso histórico e taxas de juros em patamares excessivamente elevados tendem a impulsionar a demanda por títulos públicos, propiciando à autoridade monetária a oportunidade de tornar mais robustos os cortes no juro básico brasileiro em suas próximas reuniões, visto que não será necessário pagar um prêmio tão elevado.
Inflação desacelera
Corroborando a perspectiva de possível maior velocidade no processo de redução da Selic, as prévias de fevereiro de diversos índices de preços têm revelado forte desaceleração da inflação, após o repique observado no primeiro mês do ano.
Entretanto, os fatores acima expostos não serão suficientes para o Copom (Comitê de Política Monetária) cortar a Selic em 1 ponto percentual em sua própria reunião. É o que pensa a GRC Visão.
Segundo a consultoria, o colegiado do Banco Central deve optar por mais uma decisão conservadora em março, mantendo a postura apresentada ao longo do Governo Lula. Desta forma, os analistas esperam um novo corte de 0,75 ponto percentual no juro básico brasileiro, o qual passaria para 16,5% ao ano.