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A temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 segue mostrando um cenário misto entre as companhias brasileiras, com destaque para fortes avanços de lucro em empresas como Moura Dubeux, Intelbras e Mahle Metal Leve.
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Moura Dubeux (MDNE3)
Moura Dubeux (MDNE3) teve lucro líquido de R$155,5 milhões no primeiro trimestre, acima do resultado positivo de R$70,4 milhões obtido no mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado pela companhia nesta quarta-feira.
Segundo a construtora, foi o maior lucro obtido em um trimestre na história do grupo.
As ações da Moura Dubeux encerraram a sessão em alta de 3,6%, cotadas a R$30,8, antes da divulgação do resultado.
A empresa apurou resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$168,4 milhões de janeiro ao final de março, 89% acima do registrado um ano antes.
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Profarma (PRFM3)
O Grupo Profarma reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,5 milhão no primeiro trimestre de 2026, queda de 90,3% na comparação anual. O desempenho foi pressionado pela redução da margem líquida, que recuou 0,5 ponto percentual, para 0,1%.
O Ebitda ajustado somou R$ 64,7 milhões entre janeiro e março, alta de 12% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto a margem Ebitda avançou 0,1 ponto percentual, para 2,2%. A receita líquida consolidada cresceu 6% no período, para R$ 2,87 bilhões, apoiada pela expansão da receita bruta e pelo avanço do lucro bruto, que subiu 10,2%, para R$ 434,4 milhões.
Lavvi (LAVV3)
A incorporadora Lavvi registrou lucro líquido de R$ 70 milhões no primeiro trimestre de 2026, com queda anual de margem líquida de 7,2 pontos percentuais, para 18,7%.
A receita líquida somou R$ 373 milhões no período, crescimento de 11% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. A margem bruta ajustada ficou em 34,9%, retração de 4,4 pontos percentuais na base anual.
A companhia encerrou março com ROE anualizado de 28% e receita de vendas a reconhecer (backlog) de R$ 2,8 bilhões, alta de 15% em um ano, com margem de 38%. A Lavvi também reportou queima de caixa ajustada de R$ 44 milhões no trimestre, embora tenha registrado geração de caixa de R$ 30 milhões desconsiderando aquisição de terrenos. A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 468 milhões.
Dexco (DXCO3)
A Dexco reportou lucro líquido recorrente de R$ 71,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 22,7% na comparação anual.
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Segundo a companhia, o resultado foi beneficiado pela melhora de margens, reajustes de preços implementados ao longo de 2025, ganhos de produtividade e melhor gestão operacional. A operação da Dexco S.A reduziu o prejuízo de R$ 66,7 milhões no primeiro trimestre de 2025 para R$ 8,9 milhões no mesmo período deste ano.
Apesar da melhora operacional, a empresa destacou impacto negativo da queda do lucro da LD Celulose, contabilizado via equivalência patrimonial, diante da redução dos preços da celulose. O lucro líquido da operação caiu 34,6% na comparação anual.
CSU Digital (CSUD3)
A CSU Digital registrou lucro líquido de R$ 20,1 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 17,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
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O Ebitda somou R$ 42,7 milhões, retração de 9,2% na comparação anual, com margem Ebitda de 25,5%, queda de 5,7 pontos percentuais. Já a receita líquida cresceu 11%, para R$ 167,3 milhões.
O lucro bruto avançou 11,2%, para R$ 70,1 milhões, enquanto a margem bruta permaneceu estável em 41,9%. Na comparação trimestral, a companhia mostrou melhora operacional, com avanço de 26,5% do Ebitda em relação ao quarto trimestre de 2025.
Valid (VLID3)
A Valid reportou lucro líquido de R$ 73,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 32,1% em relação ao mesmo período de 2025.
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A receita operacional líquida avançou 10,7% no período, para R$ 500,7 milhões. O resultado bruto totalizou R$ 168,4 milhões, crescimento de 2,7%, embora a margem bruta tenha recuado de 38,7% para 33,6%.
O lucro antes de juros e impostos (Ebit) somou R$ 108,1 milhões, alta de 30%, com margem Ebit de 21,6%, acima dos 18,6% registrados um ano antes. O desempenho financeiro também foi beneficiado pelo avanço das receitas financeiras, que cresceram 115,5%.
Estapar (ALPK3)
A Estapar registrou lucro líquido de R$ 3,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o prejuízo apurado no mesmo período do ano anterior.
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A receita líquida avançou 16,3%, para R$ 494,6 milhões. O Ebitda ajustado cresceu 17,6%, para R$ 90,7 milhões, enquanto o Ebit ajustado subiu 25,1%, para R$ 42,8 milhões.
A companhia destacou evolução operacional e melhora de rentabilidade no trimestre, sustentadas pelo crescimento da receita e expansão das margens operacionais.
Intelbras (INTB3)
A Intelbras reportou lucro líquido de R$ 153,1 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 148,5% na comparação anual. A margem líquida atingiu 13,8%.
O Ebitda totalizou R$ 156,3 milhões no trimestre, avanço de 92,6% em relação ao mesmo período de 2025. A margem Ebitda ficou em 14,1%, alta de 0,2 ponto percentual frente ao quarto trimestre de 2025.
A receita operacional líquida somou R$ 1,11 bilhão, crescimento de 20,6% na comparação anual, embora tenha apresentado recuo sazonal de 4,9% frente ao trimestre imediatamente anterior.
A companhia também reportou melhora de rentabilidade, com ROIC consolidado de 17,7% nos últimos 12 meses, avanço de 3,9 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Mahle Metal Leve (LEVE3)
A Mahle Metal Leve (LEVE3) teve lucro líquido de R$214 milhões no primeiro trimestre, alta de cerca de 34% sobre o mesmo período do ano passado e acima do esperado pelo mercado, segundo balanço publicado nesta quarta-feira.
O resultado operacional medido pelo Ebitda foi de R$249 milhões, expansão de aproximadamente 5% na mesma comparação.
Analistas esperavam lucro líquido de R$157,2 milhões entre janeiro e o fim de março, segundo dados da LSEG.
Frasle Mobility (FRAS3)
A fabricante de componentes para veículos Frase Mobility (FRAS3) teve lucro líquido de R$44 milhões de janeiro ao final de março, queda de 35% sobre mesmo período do ano passado, segundo balanço publicado nesta quarta-feira.
O resultado operacional medido pelo Ebitda caiu cerca de 20%, para R$210 milhões, com a margem passando de 19,6% para 16,8%.
A companhia controlada pela Randoncorp teve receita líquida de R$1,25 bilhão, queda de 6,1% na comparação anual, pressionada pelo recuo de 15,3% no faturamento no mercado interno, enquanto o externo, medido em dólares, cresceu 12,8%.
(Com Reuters)