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As ações da Motiva (MOTV3) figuram entre as maiores altas do Ibovespa no pregão desta quinta-feira (30). O movimento é impulsionado pelos resultados sólidos da administradora de rodovias no segundo trimestre. Por volta das 11h15 (horário de Brasília), os papéis da companhia subiam 4,52%, cotados a R$ 14,80.
Em relatório assinado pelos analistas Pedro Bruno, Ruan Argenton e João Ramiro, a XP avaliou que a Motiva apresentou resultados positivos, com EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado, excluindo a divisão de aeroportos, de R$ 2,4 bilhões, alta de 30% na comparação anual e em linha com as estimativas da corretora.
A XP também destacou principalmente: (i) o forte desempenho das divisões de Rodovias e Mobilidade Urbana, impulsionado pela otimização do portfólio e pelos ganhos contínuos de eficiência operacional; e (ii) a alavancagem de 3,7 vezes dívida líquida/EBITDA, alta de 0,1 vez em relação ao trimestre anterior, refletindo o aporte de capital na concessão Minas SP (Fernão Dias) e a contribuição ainda limitada de EBITDA das concessões conquistadas recentemente.
A corretora ainda ressaltou as novas informações divulgadas sobre a concessão da Fernão Dias (Minas SP), que aumentam a visibilidade sobre os fundamentos econômicos da proposta vencedora da companhia. Entre os destaques estão eficiências de aproximadamente 20% nos investimentos (CapEx) e de 5% nos custos operacionais (OpEx), além de um volume de tráfego 7% acima do previsto no Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA).
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Diante dos resultados e do CapEx menor que o esperado, o JPMorgan já esperava que as ações reagissem positivamente, especialmente após o desempenho fraco do papel na sessão anterior, quando caiu 3,6%, ante recuo de 1,5% do Ibovespa. Na avaliação do banco, a queda refletiu o anúncio de que os acionistas controladores não exercerão seus direitos de preferência sobre a participação de 14,9% da Mover na companhia.
O JPMorgan afirma que, olhando à frente, os principais catalisadores para as ações continuam sendo a gestão do portfólio — especialmente renegociações de contratos e reciclagem de ativos — e a execução dos investimentos previstos. Atualmente, a Motiva negocia com uma taxa interna de retorno (IRR) real de 11,4%, ante 15% da Ecorodovias (ECOR3). O banco manteve recomendaçaõ de compra e preço-alvo de 19.
A receita líquida consolidada, ajustada pela venda da divisão de aeroportos (classificada como operação descontinuada), cresceu cerca de 21% em relação ao mesmo período do ano passado, ficando aproximadamente 3% acima das projeções do Goldman Sachs, também favorecida pelo desempenho da mobilidade urbana.
Já os custos operacionais ajustados em caixa recuaram 15% na comparação anual, em linha com as expectativas, contribuindo para um crescimento de 30% do EBITDA ajustado em bases comparáveis. A margem EBITDA ajustada atingiu 65,4%, expansão de cerca de 6 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre de 2025.
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O Goldman Sachs mantém recomendação neutra para as ações da Motiva (MOTV3), com preço-alvo de R$ 15.
