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Momento atual tem oportunidades tanto na Bolsa quanto na renda fixa, dizem gestores

Veja a entrevista com Luis Felipe Amaral, sócio-fundador da Equitas, e Carlos Messa, responsável pelos fundos abertos da Quasar

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SÃO PAULO — O tombo de 12% registrado pelo Ibovespa nesta segunda-feira (9) e o cenário macroeconômico atual geram oportunidades tanto na Bolsa quanto na renda fixa, segundo os gestores Luis Felipe Amaral, sócio-fundador da Equitas, e Carlos Messa, responsável pelos fundos abertos da Quasar.

“O investidor que faz investimento nos momentos de exagero, de pânico, quando todo mundo está ansioso com o noticiário, historicamente se dá bem. Nesses momentos são criadas distorções de preços”, disse Amaral em entrevista ao InfoMoney.

“Quem tem horizonte de longo prazo, de três a cinco anos, tem oportunidade. Tem papéis que caíram mais de 50%. São de empresas que eu gosto, olhando fundamentos. Gostava delas ao dobro do preço, pela metade eu gosto mais ainda”, completou.

O gestor da Equitas afirmou que a casa está aproveitando para comprar mais papéis, só que de forma cautelosa. “Não acho que vamos ter um ‘rebound’ de uma hora para outra, mas estamos fazendo compras pontuais. Mais importante do que ter papéis individuais, é importante ter diversificação. Focamos em ações voltadas ao mercado local. A gente tem Azul (AZUL4) e Intermédica (GNDI3).”

Sobre o momento certo para aproveitar as barganhas do mercado, Amaral disse que para o investidor de longo prazo isso é indiferente. “O ideal seria a gente conseguir investir no fundo do poço, mas não temos como saber se já estamos nele. Então, o ideal é começar a fazer compras quando o investidor sentir que a queda está exagerada. No longo prazo, não faz diferença 5% ou 10% no preço. No patamar atual, achamos que está atraente sim.”

Fora do risco, Messa, da Quasar, disse que a renda fixa voltou a ter opções melhores do que no ano passado para quem não quer sofrer com o sobe e desce da Bolsa. “O crédito privado já sofreu um pouco no final do ano passado. Os fundos estavam com taxa de carregamento muito baixa. Com a queda adicional de juros pelo Banco Central, os ativos tiveram que ter um pouco mais de prêmio para rentabilizar o risco. No último trimestre de 2019 a gente já sofreu com essa marcação a mercado do prêmio. No primeiro trimestre deste ano já não estamos vendo mais isso.”

Para ele, a renda fixa de crédito privado é uma boa classe de ativo para o investidor continuar aplicando. “No mercado de juros prefixados ou IPCA, as curvas estavam baixas, os prêmios de IPCA longo com prêmio de 3%, me pareciam um pouco baixos. Agora, tiveram uma correção muito forte. Pode ser uma opção para quem não quer risco de ações ou multimercado”, completou. Assista à entrevista completa acima.

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