Ministro diz que aumentar juros é solução clássica para conter preços

Miguel Jorge também admitiu zerar alíquotas de importação caso haja necessidade; trigo já teria se beneficiado com medida

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SÃO PAULO – O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, declarou que aumento de juros é “remédio clássico” para combater alta de preços.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o ministro justifica o aumento dos juros como solução clássica em casos de inflação de demanda. “Pode não ser o melhor, mas ele é um dos poucos. Estamos levantando eventuais gargalos na produção para que a gente possa agir, se houver uma inflação de demanda, em algumas áreas da economia, mas o aumento dos juros é um remédio clássico para esta circunstância”, explicou.

Alíquotas

Além dos juros, o ministro admitiu que, se necessário, o governo pode vir a zerar alíquotas de importação.

A medida, inclusive, já teria sido tomada no caso do trigo. Miguel Jorge informa que, a pedido do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, já teria liberado as alíquotas de importação do produto, reduzindo o custo dos impostos da Marinha Mercante para importar trigo do Canadá e dos EUA a preços competitivos.

Ainda segundo o ministro, os secretários da sua pasta e do ministério da Fazenda estão cruzando informações para verificar se existe aumento excessivo de preços que estejam influenciando o custo das empresas e pressionando os preços dos produtos. Caso algo neste sentido seja notado, as alíquotas de importação de tais produtos também poderão ser zeradas.

O futuro na crise

O ministro Miguel Jorge não vê a possibilidade de quedas nos preços. Entretanto, acredita que o fato de alguns países europeus estarem abrindo seus mercados para carnes de frango e suínos pode beneficiar o Brasil.

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Já a situação oposta, o Brasil abrir ainda mais seu mercado, foi colocada como possibilidade, desde que outros países façam o mesmo. “Nossa economia ainda é muito fechada. Nós temos que abrir, desde que tenhamos aberturas em outros países. No caso dos produtos agrícolas temos alíquotas importantes, mas temos que usá-las para abertura de mercado”.