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Os contratos de minidólar (WDOU26), com vencimento em setembro, encerraram a última sessão (20/08) em alta de 0,27%, aos 5.207 pontos. O dólar à vista subiu 0,31%, a R$ 5,1937. O movimento refletiu a maior aversão ao risco no exterior, com recuperação da moeda norte-americana, alta dos rendimentos dos Treasuries e petróleo Brent próximo de US$ 94, em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã. Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA vieram abaixo do esperado, mas não provocaram reação adicional relevante no câmbio brasileiro.
Para os traders de minidólar, o comportamento dos juros norte-americanos, do petróleo e do cenário geopolítico seguirá como principal referência. No mercado interno, as campanhas eleitorais e a trajetória fiscal também deverão permanecer no radar, após uma sessão marcada ainda pela oferta de swaps cambiais pelo Banco Central e pelo leilão de títulos prefixados do Tesouro.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão em alta, retomando o fluxo positivo. O contrato terminou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que favorece os compradores no curtíssimo prazo. A média de 200 períodos, no entanto, permanece como resistência imediata e precisa ser superada para confirmar a continuidade do avanço.
Para prolongar o movimento de alta nesta sexta-feira, considero necessária a entrada de volume comprador capaz de romper a resistência em 5.215/5.225 pontos. Acima dessa faixa, o minidólar poderá avançar em direção a 5.239/5.268,5 pontos. Caso o fluxo comprador ganhe intensidade, o alvo mais longo estará na região de 5.295/5.303,5 pontos.
Em sentido contrário, uma retomada da baixa dependerá da entrada de volume vendedor e da perda do suporte em 5.194,5/5.178,5 pontos. Abaixo desse intervalo, a pressão vendedora poderá ganhar força e conduzir o contrato a 5.170/5.159 pontos. Em uma correção mais prolongada, o próximo objetivo estará na faixa de 5.145/5.122,5 pontos.
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No gráfico diário, observo que o minidólar voltou a subir na última sessão e permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Na minha avaliação, essa configuração mantém o cenário favorável aos compradores, mas a ampliação do movimento positivo ainda depende da superação de resistências importantes.
Para dar continuidade à alta, o contrato precisará romper inicialmente a região de 5.238/5.268,5/5.303,5 pontos. Acima desses níveis, o fluxo comprador poderá ganhar força e abrir espaço para um avanço em direção a 5.377,5/5.490 pontos.
Por outro lado, uma retomada do fluxo vendedor dependerá da perda da região formada pelas médias e pelos suportes em 5.159/5.087 pontos. Abaixo dessa faixa, a pressão de baixa poderá ser intensificada e levar o contrato a 5.016/4.946 pontos. O IFR (14) está em 54,84 pontos, permanecendo em zona neutra e sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
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Dólar futuro (WDOU26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração mantém os compradores em vantagem no curto prazo, mas a continuidade da alta exige o rompimento das resistências mais próximas.
Para prolongar o movimento comprador, o contrato precisará superar inicialmente a região de 5.214,5/5.239 pontos. Acima dessa faixa, a próxima resistência estará em 5.268,5/5.295 pontos. Caso os rompimentos sejam acompanhados por maior força compradora, os próximos objetivos estarão em 5.303,5 pontos e, no cenário mais longo, em 5.351 pontos.
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Para retomar o movimento de baixa, acompanho a perda do suporte em 5.170/5.159 pontos. Abaixo dessa região, o fluxo vendedor poderá ganhar intensidade e conduzir o contrato a 5.145/5.122,5 pontos. Em uma correção mais prolongada, os próximos objetivos estarão em 5.102,5/5.087 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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