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O dólar futuro fechou em queda de 0,42%, aos 5.492,5 pontos, devolvendo parte da disparada da véspera, diante do aumento das tensões entre Brasil e EUA. O movimento refletiu ajustes após a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que trouxe incertezas para a negociação da tarifa de 50% imposta por Washington e elevou a cautela sobre o setor bancário.
No exterior, moedas emergentes tiveram apoio da alta do petróleo, mas investidores mantêm prudência à espera do discurso de Jerome Powell no simpósio de Jackson Hole, na sexta-feira. Para os traders de dólar, a expectativa é de volatilidade elevada, com atenção aos desdobramentos da disputa diplomática e às sinalizações do Fed sobre juros.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No intraday, os contratos encerraram em baixa, mas ainda acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mantém espaço para recuperação.
Para retomar a alta, será necessário vencer a resistência em 5.501,5/5.523; rompida essa faixa, os próximos alvos ficam em 5.531,5/5.551 e 5.562,5/5.573 pontos.
No lado oposto, caso perca o suporte em 5.488,5/5.476,5, o fluxo vendedor tende a se intensificar, mirando inicialmente 5.458,5/5.447,5 e, em extensão, 5.437,5/5.422,5 pontos.
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No diário, o movimento da última sessão reforça a pressão vendedora, com o ativo ainda oscilando entre as médias curtas. É importante destacar que recentemente o minidólar renovou a mínima do ano em 5.404 pontos, o que reforça a fragilidade do cenário.
Para buscar recuperação mais sólida, será preciso romper a faixa de 5.523,5/5.573, abrindo espaço para 5.669,5/5.701 pontos.
No entanto, se houver perda dos 5.475,5/5.422,5, o ativo pode voltar a testar a mínima de 5.404/5.397, com possível alvo em 5.284 pontos. O IFR (14) está em 45,90, em zona neutra, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
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Dólar futuro (WDOU25): Gráfico de 60 minutos
Nos 60 minutos, o minidólar também fechou em baixa, mas segue acima das médias de 9 e 21 períodos.
A principal barreira agora é a média de 200 períodos, na região dos 5.523 pontos. Para retomar a alta, será necessário romper a faixa de 5.501,5/5.523; se confirmada, pode abrir espaço para 5.573/5.603, 5.623,5 e até 5.669,5 pontos.
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Do lado negativo, caso rompa o suporte em 5.476,5/5.447,5, o ativo deve intensificar o movimento de baixa, mirando 5.404/5.397 e, em extensão, 5.375/5.367 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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