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Os contratos de minidólar (WDOQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (29/07) em queda de 0,20%, aos 5.121 pontos. O dólar à vista caiu acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana diante de divisas emergentes após o Federal Reserve manter os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano. A decisão teve três votos favoráveis a uma alta de 0,25 ponto percentual, enquanto a retomada das hostilidades no Oriente Médio elevou o petróleo e manteve os riscos externos no radar.
No Brasil, o IPCA-15 de julho reforçou as apostas em um corte de 0,25 ponto percentual da Selic na próxima reunião do Copom. Para os traders de minidólar, a reação à decisão do Fed, a divisão no Fomc e as tensões geopolíticas tendem a concentrar as atenções.
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Análise do gráfico de 15 minutos
Com base no gráfico de 15 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão com fluxo negativo. Apesar da queda, o contrato apresentou recuperação na parte final do pregão e terminou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Esse movimento reduz momentaneamente a pressão vendedora, mas ainda exige confirmação para sustentar uma reação mais ampla.
Para dar continuidade à baixa nesta quinta-feira, será necessária a entrada de volume vendedor capaz de romper o suporte em 5.113/5.104 pontos. A perda dessa faixa poderá intensificar as vendas e levar o contrato à região de 5.091,5/5.082 pontos. Em um movimento mais prolongado, o próximo objetivo estará em 5.068/5.058 pontos.
Em sentido contrário, a retomada da alta dependerá do rompimento da resistência em 5.139,5/5.151 pontos. Acima desse intervalo, o minidólar poderá avançar em direção a 5.165,5/5.185,5 pontos. Se o fluxo comprador ganhar força, o alvo mais longo estará na faixa de 5.196/5.218,5 pontos.
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No gráfico diário, observo que o minidólar recuou após quatro altas consecutivas e formou um spinning top, padrão que evidencia a disputa entre compradores e vendedores. O contrato permanece inserido em uma tendência de baixa, embora a recuperação recente ainda possa abrir espaço para a busca de patamares mais elevados. Atualmente, o ativo negocia entre as médias móveis de 9 e 21 períodos.
Para consolidar a recuperação, considero necessário superar a região formada pelas médias e pela resistência em 5.151/5.218,5 pontos. O rompimento desse intervalo poderá abrir caminho para os próximos objetivos em 5.268,5/5.340 pontos.
Caso a pressão vendedora volte a predominar, acompanho o suporte em 5.058/4.981 pontos. A perda dessa faixa poderá reforçar a tendência de baixa e levar o contrato à região de 4.912/4.876 pontos. O IFR (14) está em 47,17 pontos, permanecendo em zona neutra.
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Dólar futuro (WDOQ26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o minidólar também encerrou a última sessão com fluxo negativo e negocia entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração indica equilíbrio no curto prazo e mantém o ativo dependente do rompimento das regiões mais próximas para definir uma direção mais clara.
Para retomar o movimento de alta, será necessária a entrada de volume comprador capaz de superar a resistência em 5.140/5.151 pontos. Acima dessa faixa, o contrato poderá buscar 5.165,5/5.196 pontos. Se o rompimento ganhar consistência, os próximos objetivos estarão em 5.218,5 pontos e, no cenário mais longo, em 5.258 pontos.
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Por outro lado, a continuidade da baixa dependerá da perda do suporte em 5.091,5/5.082 pontos. Abaixo dessa região, o fluxo vendedor poderá ser intensificado e conduzir o minidólar a 5.058/5.036 pontos, seguido do alvo mais distante em 4.981/4.954 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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