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Em um pregão de baixa liquidez e agenda esvaziada, o dólar oscilou em margens estreitas nesta terça-feira (22), encerrando praticamente estável ante o real, com leve alta de 0,04%, cotado a R$ 5,5671. No cenário externo, os investidores acompanham as negociações entre Estados Unidos e China sobre o pacote de tarifas previsto para agosto. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que reuniões com autoridades chinesas devem ocorrer na próxima semana, com possibilidade de prorrogação no prazo para as tarifas — o que trouxe certo alívio e limitou movimentos mais bruscos nos mercados.
No Brasil, o foco continua em Brasília, com atenção à tensão diplomática entre os EUA e o governo Lula, especialmente diante da cobrança de tarifas americanas de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. A instabilidade política foi agravada por mais um episódio envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal (STF).
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Os contratos de minidólar (WDOQ25), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão com leve baixa de 0,11%, cotados a 5.575 pontos.
Análise do Gráfico de 15 Minutos
Apesar do recuo na última sessão, o minidólar segue oscilando dentro de uma faixa lateral, com forte disputa entre compradores e vendedores. O fechamento abaixo das médias de 9 e 21 períodos indica enfraquecimento do lado comprador, o que reforça a atenção ao primeiro suporte em 5.572/5.565, região que, se rompida, pode impulsionar o fluxo de vendas em direção aos 5.555/5.539 e depois para 5.526/5.505, caso o movimento ganhe força.
Por outro lado, para retomar o movimento de alta, será fundamental a entrada de volume comprador que leve o ativo a romper a resistência em 5.586,5/5.603,5. Acima dessa faixa, o próximo objetivo será 5.611/5.620, com alvo mais longo na região de 5.629/5.638.
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No gráfico diário, o ativo se mantém dentro de um cenário lateral, mesmo após as recentes quedas. O ativo opera acima das médias de 9 e 21 períodos, o que ainda sustenta a possibilidade de retomada da alta, desde que a resistência em 5.629/5.658 seja superada. Caso isso ocorra, os próximos alvos passam a ser 5.687/5.726.
Por outro lado, se perder a região de suporte nas médias e na faixa dos 5.542/5.467, o mercado poderá buscar novamente a mínima do ano, registrada em 5.437,5 pontos, cuja perda abriria espaço para movimentos mais agressivos de venda. O IFR (14) está em 49,66, sinalizando equilíbrio entre compradores e vendedores.

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Dólar futuro (WDOQ25): Gráfico de 60 minutos
A leitura do gráfico de 60 minutos mostra o minidólar ainda preso a um movimento lateral, operando abaixo das médias de 9 e 21 períodos, que estão praticamente planas, refletindo a ausência de uma tendência definida. O fechamento negativo da última sessão reforça a fraqueza do ativo, que se aproxima da região de suporte em 5.565/5.539. Caso esta faixa seja rompida, o fluxo vendedor tende a se intensificar, podendo buscar os próximos suportes em 5.505/5.470, com alvo mais longo nos 5.467/5.452.
Para que o ativo retome o fluxo de alta, será necessária a entrada de volume consistente, com rompimento da resistência em 5.586,5/5.603,5. Superando essa região, o ativo poderá ganhar tração e mirar resistências em 5.629/5.658 e, posteriormente, 5.687/5.700.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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