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Em mais um dia de forte tensão nos mercados, o dólar voltou a subir frente ao real, acompanhando o avanço da guerra comercial liderada por Donald Trump. A moeda norte-americana encerrou esta segunda-feira (14) com alta de 0,69%, cotada a R$ 5,5865, acumulando valorização de 2,57% nas últimas quatro sessões. O novo estresse cambial foi alimentado pelo anúncio, no fim de semana, de tarifas de 30% sobre produtos da União Europeia e do México, com início previsto para 1º de agosto. A escalada tarifária, somada aos impactos já esperados das sanções de 50% sobre o Brasil, reacendeu a aversão ao risco nos mercados emergentes, apesar das tentativas diplomáticas de negociação por parte dos países atingidos.
No cenário interno, o real também refletiu dados fracos da atividade econômica. O IBC-Br recuou 0,7% em maio, abaixo das expectativas, enquanto projeções para o IPCA de 2025 voltaram a cair. Apesar da valorização das exportações chinesas, o mercado brasileiro segue pressionado por incertezas fiscais e pelo ambiente político, que deve ganhar novos contornos com a audiência de conciliação no STF sobre o IOF. Para os traders do minidólar, o dia foi marcado por volatilidade persistente e movimentos mais direcionais, exigindo leitura técnica apurada diante do cenário global conturbado e dos desdobramentos locais no radar.
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Os contratos do minidólar (WDOQ25), com vencimento em agosto, fecharam a última sessão em alta de 0,40%, aos 5.613 pontos, dando continuidade ao movimento positivo.
Análise do gráfico de 15 minutos
O comportamento técnico do minidólar no gráfico de 15 minutos reforça o controle dos compradores na sessão anterior. O ativo fechou acima das médias de 9 e 21 períodos, o que dá sustentação à expectativa de continuidade do movimento positivo.
Para avançar, o contrato precisará romper a resistência em 5.620/5.638 pontos (1). Caso esse nível seja superado, os próximos alvos são 5.643,5/5.658 (2) e 5.666/5.687 pontos (3).
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Na ponta oposta, caso perca o suporte em 5.605,5/5.588,5 pontos (1), poderá abrir espaço para correções até as regiões de 5.567,5/5.555 (2) e 5.547,5/5.539 pontos (3).
O gráfico diário confirma o bom momento do minidólar. O ativo ainda se mantém acima das médias de 9 e 21 períodos, e caso rompa a máxima da última semana (5.658 pontos), tende a ganhar força compradora e mirar os alvos técnicos em 5.687/5.726 pontos.
Por outro lado, o rompimento da zona de suporte em 5.536/5.467 pontos poderá enfraquecer o cenário e devolver pressão ao lado vendedor. O IFR (14) está em 53,71, próximo da neutralidade, sem sinal de sobrecompra ou sobrevenda.
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Dólar futuro (WDOQ25): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o minidólar segue negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que confirma o fluxo comprador recente. Para que o movimento ganhe tração, será necessário romper a resistência em 5.621,5/5.643,5 pontos (1).
Se conseguir esse rompimento, os próximos níveis de resistência estarão em 5.658/5.666 (2) e depois em 5.687/5.700 pontos (3), este último considerado alvo mais longo.
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Caso o preço volte a recuar, o primeiro suporte relevante está em 5.602,5/5.567,5 pontos (1). A perda dessa faixa poderá aumentar a pressão vendedora e levar o ativo até 5.555/5.531 (2), com possível extensão para 5.505/5.478 pontos (3).

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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