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Na última sexta-feira (9), o dólar comercial encerrou o pregão em leve baixa de 0,12%, cotado a R$ 5,6551, refletindo a cautela dos investidores diante das negociações comerciais entre Estados Unidos e China. A moeda norte-americana oscilou em margens estreitas, acompanhando o recuo frente a outras divisas no exterior, em meio à expectativa por avanços nas discussões tarifárias entre as duas maiores economias do mundo. No cenário doméstico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,43% em abril, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para os traders que operam o minidólar, o ambiente atual exige atenção. A combinação de incertezas sobre as negociações comerciais dos EUA, as decisões de política monetária tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e a volatilidade nos mercados globais pode gerar movimentos bruscos no câmbio. É fundamental monitorar de perto os desdobramentos dessas questões e ajustar as estratégias de negociação para aproveitar as oportunidades e mitigar os riscos em um ambiente de rápidas mudanças e oportunidades voláteis.
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Na última sessão, os contratos futuros de minidólar (WDOM25), com vencimento em junho, encerraram o pregão em queda de 0,20%, cotados a 5.679 pontos.
Análise do gráfico de 15 minutos
A leitura gráfica no intradiário de 15 minutos mostra um cenário técnico cada vez mais pressionado. Com a segunda sessão consecutiva de baixa, o minidólar opera abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, sinalizando que o controle permanece com os vendedores.
Para que a pressão continue, será crucial o rompimento da região de suporte em 5.664,5/5.650 pontos (1). Caso esse nível ceda, o fluxo de venda poderá se intensificar rumo aos próximos suportes, em 5.644,5/5.625 (2) e 5.600/5.582 pontos (3).
Do lado oposto, a retomada do movimento de alta dependerá de volume comprador consistente, suficiente para levar o preço acima da zona de resistência em 5.685/5.700 pontos (1). Superada essa faixa, o ativo pode mirar alvos em 5.715/5.721 (2) e 5.730/5.740 pontos (3).
A configuração técnica no gráfico diário também chama atenção. Após as altas no início da semana passada, o minidólar perdeu força e voltou a cair na última sessão. Com isso, a mínima do pregão anterior, em 5.666,5 pontos, e a mínima do ano, em 5.644,5 pontos, tornam-se regiões decisivas para o curto prazo. Se houver perda desses níveis, o mercado pode aprofundar o movimento de venda, mirando faixas ainda mais baixas.
Para reverter esse cenário, o ativo precisará retomar os 5.700/5.725 pontos. Acima dessa faixa, o fluxo comprador poderá ganhar força e mirar patamares mais altos. O IFR (14), atualmente em 40,30, reforça o caráter neutro, próximo a região de sobrevenda, o que pode abrir espaço para repiques técnicos, caso haja gatilho de compra nos próximos dias.
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Dólar futuro (WDOM25): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o comportamento técnico reforça o enfraquecimento da tendência. O minidólar segue negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo o viés negativo.
O suporte imediato está na faixa de 5.664,5, cuja perda pode abrir caminho para novas baixas em 5.625/5.600 pontos e, posteriormente, 5.582/5.551 pontos.
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Para que o ativo retome o movimento de alta neste tempo gráfico, será preciso romper a resistência intermediária de 5.683/5.697 pontos. Se superada, o ativo poderá testar níveis mais altos, como 5.715/5.730 pontos, com alvos estendidos em 5.758 e 5.770 pontos — essa configuração, no entanto, depende da entrada de um fluxo comprador consistente, o que ainda não se confirmou.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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