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Os contratos de minidólar (WDOG26), com vencimento em fevereiro, encerraram a última sessão (15/01) em queda de 0,60%, aos 5.386,5 pontos. O dólar recuou, interrompendo uma sequência de altas, em um pregão marcado por entrada de fluxo para o Brasil e melhora do apetite por risco. No exterior, apesar de a moeda americana seguir firme frente às divisas fortes, o mercado reagiu positivamente à redução das tensões geopolíticas e à sinalização do presidente Donald Trump de que não pretende demitir o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, o que ajudou a aliviar prêmios de risco. Dados positivos de atividade nos EUA também contribuíram para o movimento.
No cenário doméstico, o noticiário teve impacto limitado, com o câmbio reagindo mais a fatores externos e a ajustes de fluxo, enquanto a bolsa brasileira acompanhou o tom mais construtivo. Para os traders de dólar, o dia reforça a leitura de um mercado sensível ao ambiente global, com atenção às falas políticas e à agenda econômica dos EUA, que seguem como principais vetores de direção e volatilidade no curto prazo, mesmo com a atuação pontual do Banco Central do Brasil.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, o contrato voltou a fechar em baixa, sinalizando retomada do movimento vendedor. Apesar disso, o preço ainda encerrou a sessão acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mantém a leitura de cautela e não descarta movimentos de repique técnico. Para que o ativo consiga reverter a queda no curtíssimo prazo, será fundamental superar a zona de resistência em 5.381,5/5.400 pontos. Acima desse patamar, o mercado tende a mirar 5.425,5/5.434 pontos, com extensão até 5.446/5.452 pontos.
Por outro lado, a perda consistente do suporte em 5.383/5.377 pontos tende a reforçar o fluxo vendedor, abrindo espaço para testes em 5.372,5/5.360 pontos e, em um movimento mais estendido, 5.350/5.338 pontos.
No gráfico diário, o minidólar também fechou em baixa, mantendo um cenário técnico mais frágil. Para que o ativo volte a trabalhar um movimento de recuperação mais consistente, será necessário romper a região de resistência em 5.446/5.452 pontos, o que pode destravar alvos em 5.489,5/5.508 pontos.
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Em sentido contrário, a perda da faixa de suporte em 5.372,5/5.360 pontos mantém o risco de continuidade das baixas, com alvo inicial projetado em 5.319/5.291 pontos. O IFR (14) está em 38,70, ainda em zona neutra, mas já próximo de níveis que exigem maior atenção.

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Dólar futuro (WDOG26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o minidólar fechou novamente em baixa e segue abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, com comportamento mais lateralizado.
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Para que haja retomada do fluxo comprador, será necessário superar a região de resistência em 5.391,5/5.434 pontos. Caso isso ocorra, os próximos alvos passam a ser 5.452/5.491,5 pontos, com extensões em 5.512,5 e 5.541,5 pontos.
Se a pressão vendedora voltar a ganhar força, a perda do suporte em 5.372,5/5.360 pontos tende a intensificar o movimento de baixa, levando o ativo para 5.338/5.319 pontos e, em um cenário mais estendido, 5.291 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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