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Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (01/09) em alta de 1,25%, aos 182.390 pontos. O Ibovespa avançou 1,30%, aos 179.722,48 pontos, e completou a décima alta consecutiva, após superar os 181 mil pontos durante o pregão. O índice foi favorecido pelo PIB brasileiro, que cresceu 0,5% no segundo trimestre, pela queda dos juros futuros e pelos ganhos de Petrobras (PETR3; PETR4), Vale (VALE3) e bancos. No exterior, porém, Wall Street e as bolsas europeias recuaram com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, a alta de 5% do petróleo e o avanço dos rendimentos dos Treasuries.
Para os traders de mini-índice, o foco estará na produção industrial brasileira, após o PMI indicar aprofundamento da retração no setor. O desempenho de Petrobras, Vale, bancos e B3 (B3SA3) será importante para avaliar se o fluxo comprador sustenta uma possível 11ª alta do Ibovespa. A evolução do petróleo, dos juros globais e das bolsas internacionais também poderá reforçar o avanço ou limitar o fôlego do contrato.
Análise do gráfico de 15 minutos
Na minha leitura do gráfico de 15 minutos, o mini-índice preservou o saldo positivo da sessão, mas perdeu parte da força ao longo do pregão. Após o avanço, o contrato passou por uma correção e terminou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Esse movimento mostra uma desaceleração no curtíssimo prazo, embora ainda não anule a alta registrada no dia.
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Para dar continuidade ao fluxo comprador, o WINV26 precisa superar a faixa de resistência entre 182.615 e 183.670 pontos. Um rompimento acompanhado por volume pode abrir espaço para um teste de 184.050/184.425 pontos. Mais acima, projeto como alvo mais longo a região de 184.900/185.660 pontos.
No cenário de baixa, observo inicialmente o suporte de 182.090/181.230 pontos. A perda dessa faixa indicaria maior presença vendedora e poderia acelerar a correção em direção a 180.480/179.720 pontos. Se a pressão negativa persistir, o alvo mais distante estará em 179.000/178.415 pontos.
No gráfico diário, vejo uma estrutura mais consistente para a alta. O mini-índice avançou novamente na última sessão, manteve o fluxo positivo e continua negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. O cenário favorece uma possível continuidade compradora, mas o contrato se aproxima de regiões que podem aumentar a disputa entre compradores e vendedores.
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Para prolongar o movimento de valorização, o ativo precisa vencer a resistência de 183.670/184.425 pontos. Acima dessa faixa, o objetivo inicial passa a ser a região de 185.660/187.700 pontos.
Uma retomada do movimento vendedor dependerá da perda do suporte de 177.745/175.325 pontos. Caso essa região seja rompida, os próximos suportes relevantes estarão em 167.975/165.250 pontos.
O IFR de 14 períodos está em 65,65, reforçando a presença de força compradora. O indicador, porém, já se aproxima da região de sobrecompra, o que exige atenção a eventuais sinais de realização.
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WINV26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, além de permanecer dentro de um canal de alta. Essa configuração mantém a estrutura técnica favorável aos compradores, embora a continuidade do movimento dependa da superação das resistências mais próximas.
Para confirmar a extensão do fluxo de alta, considero necessária a entrada de volume comprador capaz de romper a região de 183.670/184.425 pontos. Se isso ocorrer, o contrato poderá buscar 185.660/186.960 pontos e, posteriormente, a faixa de 187.700/188.940 pontos.
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No campo negativo, a primeira região decisiva está em 181.160/178.610 pontos. A perda desse suporte enfraqueceria a estrutura compradora e poderia levar o mini-índice para 176.100/173.875 pontos. Em uma correção mais prolongada, os alvos inferiores ficam em 172.000/170.230 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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