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Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (08/07) com queda de 0,52%, aos 172.665 pontos, acumulando o terceiro pregão consecutivo de baixa. No cenário externo, o aumento das tensões no Oriente Médio voltou a pressionar os mercados após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar o fim do acordo provisório com o Irã. O avanço do petróleo, diante dos temores de interrupções na oferta global, elevou a aversão ao risco e contribuiu para a queda das principais bolsas internacionais, enquanto o setor de tecnologia também pesou sobre o desempenho de Wall Street.
No Brasil, o Ibovespa acompanhou o movimento negativo do exterior e recuou pressionado principalmente pela forte queda das ações da Vale (VALE3), apesar da alta da Petrobras (PETR4), impulsionada pelo petróleo. Para os traders de mini-índice, o foco permanece na evolução do conflito no Oriente Médio, no comportamento das commodities e no desempenho dos mercados globais, fatores que seguem influenciando a direção e a volatilidade do índice futuro.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice voltou a encerrar o pregão sob pressão vendedora, permanecendo abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que favorece a continuidade do movimento de baixa.
Para que essa pressão aumente, será necessária a perda da faixa de 172.430/172.000 pontos. Caso esse suporte seja rompido, vejo espaço para aceleração das vendas até 171.400/170.840 pontos, com alvo mais longo na região de 170.730/170.210 pontos.
Por outro lado, uma recuperação dependerá da entrada de fluxo comprador capaz de romper a resistência em 172.700/173.070 pontos. Se isso ocorrer, o índice poderá buscar 173.550/173.885 pontos, tendo como objetivo seguinte a região de 174.345/174.660 pontos.
No gráfico diário, continuo observando um cenário predominantemente baixista. O índice voltou a testar a região das médias móveis de 9 e 21 períodos, mas encontrou forte pressão vendedora, reforçando que essa faixa segue atuando como resistência dinâmica.
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Enquanto permanecer abaixo dessas médias, considero que o viés segue negativo. Para que a recuperação volte a ganhar força, será necessário romper a região de 174.040/177.205 pontos, abrindo espaço para buscar 177.920/179.920 pontos.
No sentido oposto, a perda da faixa de 172.000/170.210 pontos poderá intensificar a tendência de baixa, com projeções para 168.430/165.670 pontos. O IFR (14) está em 39,78 pontos, em região neutra.

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WINQ26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o mini-índice também permanece pressionado, negociando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que reforça a predominância da tendência de baixa.
Para que o fluxo vendedor tenha continuidade, acompanho a perda da faixa de 172.000/170.730 pontos. Se esse suporte for rompido, o índice poderá buscar 170.210/169.565 pontos, com objetivos mais longos em 169.095/168.430 pontos.
Por outro lado, uma recuperação dependerá da superação da resistência em 173.070/174.345 pontos. Caso haja rompimento acompanhado por aumento de volume, o índice poderá avançar para 175.795/177.205 pontos, tendo como objetivo seguinte a região de 177.400/179.340 pontos.
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(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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