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Em um dia marcado por tensões geopolíticas, o Ibovespa encerrou a sexta-feira com forte queda de 1,61%, aos 133.381 pontos, rompendo o importante suporte técnico dos 135 mil. A operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, somada ao avanço do embate comercial entre Brasil e Estados Unidos, pressionou o humor dos investidores e aumentou a aversão ao risco. O mercado teme que Donald Trump, ao atrelar diretamente as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros à situação jurídica de Bolsonaro, adote uma postura ainda mais agressiva no campo comercial. O volume financeiro negociado foi relativamente fraco — R$ 12,05 bilhões — em uma sessão que também contou com o vencimento de opções sobre ações.
Para os traders do mini-índice, o pregão foi tenso e exigiu leitura rápida do fluxo diante de movimentos mais agressivos no intraday. A quebra de suporte somada à escalada do noticiário político elevou a volatilidade, exigindo cautela nas operações direcionais. O destaque negativo ficou com ações como Braskem (BRKM5), que caiu mais de 7%. Apesar do recuo nas bolsas americanas ao longo do dia, os índices S&P 500 e Nasdaq conseguiram se sustentar próximos da estabilidade, mas o risco de novas tarifas sobre a União Europeia adiciona mais incertezas ao ambiente externo. Com isso, os operadores de mini-índice seguem atentos a possíveis rompimentos técnicos, enquanto o noticiário político continua ditando o ritmo do mercado.
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Os contratos do mini-índice (WINQ25), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão com forte baixa de 1,51%, aos 134.725 pontos, pressionados pelo retorno do fluxo vendedor.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, o mini-índice fechou a sessão em queda, pressionando a faixa de suporte em 134.640/134.400. O movimento confirma a retomada da força vendedora, após a perda de fôlego dos compradores nos últimos pregões.
Caso o ativo perca 134.640/134.400, poderá intensificar a pressão e buscar alvos em 134.000/133.620, com projeção mais longa para 133.445/132.945 pontos. Esses níveis representam regiões de apoio no curto prazo.
Para retomar o fluxo de alta, o ativo precisará de entrada de volume comprador para romper a resistência imediata em 134.750/134.960. Se esse nível for superado, os próximos alvos estarão em 135.435/135.650, com potencial de extensão até 136.240/136.570.
Mesmo com a queda, o ativo ainda opera entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça o cenário de consolidação recente. A decisão sobre continuidade da tendência — baixa ou tentativa de reversão — deve vir com o rompimento de uma dessas extremidades.
Pelo gráfico diário, o mini-índice fechou a última sessão com forte queda, mantendo-se abaixo da média de 200 períodos (137.090 pontos). Para ganhar tração compradora, será necessário romper essa faixa e a resistência entre 136.640/137.090, mirando a região de 138.255/138.875 pontos.
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Se o fluxo vendedor persistir e o ativo perder 134.310/132.945, o próximo objetivo estará em 131.920 pontos, faixa que pode funcionar como suporte de médio prazo. O IFR (14) segue em 34,24, próximo da região de sobrevenda — o que sugere que, embora a pressão vendedora predomine, o ativo já se aproxima de um possível esgotamento dessa força.

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WINQ25: Gráfico de 60 minutos
O gráfico de 60 minutos reforça a leitura de enfraquecimento do ativo. O mini-índice fechou negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinal claro de perda de tração compradora.
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Se perder a região de suporte em 134.310/134.000, o ativo poderá buscar níveis mais baixos em 133.445/132.765, com alvos mais longos projetados para 132.100/130.845 pontos.
Por outro lado, caso recupere força e rompa a região de resistência em 135.000/135.650, poderá voltar a mirar 137.065/137.920. Acima dessa faixa, os próximos alvos estarão em 138.255/138.875 e, posteriormente, em 139.850/140.730 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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