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A semana terminou com o Ibovespa estendendo sua sequência negativa para cinco sessões consecutivas, acumulando perda de 3,59% — a pior desde dezembro de 2022. A sexta-feira (12) foi mais um capítulo tenso, com o índice caindo 0,41%, aos 136.187 pontos, pressionado pela escalada da guerra comercial deflagrada por Donald Trump. O presidente norte-americano impôs novas tarifas de 35% sobre produtos do Canadá, e no final de semana anunciou tarifaço de 30% para União Europeia e México, ampliando o clima de incerteza que já vinha pesando desde o anúncio da taxa de 50% sobre o Brasil. A reação no mercado brasileiro foi até contida, com ajuda da valorização de Vale e Petrobras, mas setores como bancos, varejo e frigoríficos seguiram apanhando, mantendo o viés defensivo no curto prazo.
Para os traders do mini-índice (WINQ25), o cenário inspira cautela. Apesar de uma recuperação parcial no intraday e da força relativa de empresas exportadoras de commodities, o contrato futuro segue pressionado pelo fluxo de aversão ao risco e pelo sentimento de fragilidade global. A tensão geopolítica se soma à agenda carregada semana, que inclui inflação ao consumidor, ao produtor e produção industrial nos EUA. Em meio a esse ambiente volátil, a operação tende a ser mais técnica, exigindo atenção redobrada a suportes e resistências, principalmente nas regiões próximas a 136.000 pontos, onde o índice chegou a testar mínimas. Além disso, Trump já prometeu novos anúncios. O mercado fica nas cordas, e o round da semana promete.
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Os contratos de mini-índice com vencimento em agosto (WINQ25) encerraram a última sessão em queda de 0,69%, aos 137.615 pontos.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observei que o mini-índice fechou com viés negativo, retomando o movimento de queda. O ativo trabalha entre as médias de 9 e 21 períodos, o que reforça a necessidade de atenção aos rompimentos.
Para que o movimento de baixa ganhe fôlego, será necessário romper o suporte em 137.545/137.050 (1). A perda dessa região pode intensificar a pressão vendedora e projetar alvos nas faixas de 136.755/135.900 (2) e 135.300/134.960 (3).
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Caso surja reação compradora, será fundamental superar a resistência em 137.910/138.100 (1). Rompendo essa faixa, os próximos alvos estarão nas regiões de 138.875/139.215 (2) e 139.530/139.835 (3).
No diário, o movimento de baixa da última sessão manteve o ativo acima da média de 200 períodos (137.300), faixa que sigo monitorando de perto como possível divisor entre continuidade da correção ou retomada do fluxo de alta.
Para recuperar a tendência compradora, será necessário romper a resistência entre 138.255/138.875, mirando inicialmente a faixa de 139.775/140.460. Caso o suporte em 137.300/136.775 ceda, o mercado poderá mirar 135.890. O IFR (14), aos 40,85, segue em região neutra, ainda sem indicar exaustão vendedora.
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WINQ25: Gráfico de 60 minutos
O gráfico de 60 minutos confirma a retomada da pressão vendedora. O mini-índice fechou abaixo das médias de 9 e 21 períodos, que agora atuam como resistência dinâmica, reforçando a cautela para o pregão de hoje.
Para manter o fluxo de baixa, será necessário romper a faixa de suporte em 137.050/136.755 (1). Perdendo essa região, os próximos alvos projetados ficam em 135.890/134.960 (2) e 133.445/132.765 (3).
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Caso os compradores tentem retomar o controle, o desafio será superar a resistência em 138.255/138.875 (1). Acima desse patamar, os alvos passam a ser 139.850/140.430 (2) e 140.730/141.370 (3).

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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