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Em mais um dia de tensão nos mercados, o Ibovespa teve sua terceira queda consecutiva, encerrando a sessão de quarta-feira (9) com baixa de 1,31%, aos 137.480 pontos, aprofundando as perdas acumuladas da semana. Enquanto os principais índices norte-americanos e europeus avançaram, a Bolsa brasileira andou na contramão, penalizada pelo anúncio de Donald Trump de que irá aplicar tarifas de 50% sobre produtos do Brasil. A simples menção ao país durante o pregão já foi suficiente para pressionar os ativos locais, com o dólar disparando para R$ 5,503 na máxima do dia e os juros futuros mantendo o viés misto. Internamente, o encontro entre Fernando Haddad e os presidentes da Câmara e do Senado pouco ajudou a reverter o sentimento negativo, enquanto a ata do Fed passou quase despercebida diante do barulho político-econômico causado por Washington.
Para o trader do mini-índice, o cenário foi de aversão ao risco e pressão vendedora, impulsionada por uma agenda carregada de incertezas. Com Vale, Petrobras e os grandes bancos puxando para baixo, o índice futuro teve dificuldade em segurar qualquer tentativa de recuperação. Além das preocupações comerciais, as atenções agora se voltam para o IPCA de junho, que será divulgado nesta quinta-feira (10) e pode mexer com as expectativas em torno da política monetária. O dia promete ser de alta volatilidade, com o mercado ainda digerindo os impactos das tarifas americanas e testando níveis de suporte importantes.
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Os contratos de mini-índice com vencimento em agosto (WINQ25) encerraram a última sessão com forte baixa de 2,44%, aos 137.820 pontos, após pressão vendedora dominante ao longo do dia.
Análise do gráfico de 15 minutos
A leitura gráfica do intraday mostra um cenário de pressão vendedora crescente. O mini-índice fechou a terceira sessão consecutiva no vermelho, abaixo das principais médias curtas, o que reforça o enfraquecimento da tendência de curto prazo.
Caso o ativo perca o suporte em 137.570/137.155 (1), o movimento de baixa pode ganhar força e mirar a região de 136.680/135.890 (2). Um rompimento mais profundo dessa faixa abre espaço para uma queda estendida até 135.300/134.960 (3).
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Na ponta oposta, o fluxo comprador só poderá ser retomado com a quebra da resistência em 138.315/139.030 (1). A superação desse patamar pode levar o preço até 139.215/139.530 (2), com objetivo mais ambicioso na região de 139.850/140.245 (3).
No gráfico diário, a força vendedora se intensificou com a forte correção da última sessão. O candle de ontem reforça o domínio vendedor, mas o ativo se aproxima de uma zona relevante de suporte: a região da média de 200 períodos, situada entre 137.400/136.675. A perda dessa faixa pode acionar o próximo alvo técnico em 135.890 pontos, com suporte posterior em 135.300/134.520.
Por outro lado, para retomar com o viés de alta, será necessário romper a zona de resistência formada pelas médias de 9 e 21 períodos, localizadas entre 140.625/141.340, com projeção de alvo inicial na faixa de 141.895.
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WINQ25: Gráfico de 60 minutos
A configuração do gráfico de 60 minutos confirma o enfraquecimento da tendência no curtíssimo prazo. O fechamento da última sessão ocorreu abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, ambas inclinadas para baixo, reforçando o risco de continuidade da queda.
Caso haja rompimento da faixa de suporte em 137.155/136.680 (1), o mini-índice pode acelerar para 135.890/134.960 (2). Se o movimento vendedor se intensificar, os alvos mais longos estão em 133.445/132.765 (3).
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Para retomar o fôlego comprador, será necessário romper a resistência em 138.030/139.100 (1). Um rompimento bem-sucedido dessa faixa pode conduzir o índice até os níveis de 140.275/140.635 (2) e 141.370/141.895 (3).

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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