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Os contratos de mini-índice (WINM26) encerraram a última sessão (17/04) em queda de 0,55%, aos 199.650 pontos, marcando a terceira baixa consecutiva e reforçando o movimento corretivo após a sequência anterior de altas. O Ibovespa registrou a terceira queda consecutiva e encerrou aos 195.733 pontos, fechando a semana no negativo, em um pregão marcado por forte volatilidade. O índice chegou a subir quase 1% e testar a região dos 198 mil pontos, mas perdeu força após a reabertura do Estreito de Ormuz, que derrubou o petróleo e mudou a dinâmica dos mercados. No exterior, Wall Street renovou recordes, sustentada pelo alívio geopolítico.
No Brasil, a forte queda de Petrobras (PETR3; PETR4) e demais petroleiras pesou sobre o índice, mesmo com avanço de VALE3 e desempenho positivo de parte dos bancos. Para o trader de mini-índice, o cenário segue de correção no curto prazo, com volatilidade elevada e mercado sensível ao comportamento das commodities e ao fluxo externo nos próximos pregões.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice segue em movimento negativo, sustentando negociações abaixo das médias de 9 e 21 períodos, o que reforça a continuidade do fluxo vendedor no curtíssimo prazo.
Para manutenção da correção, será necessário romper a faixa de suporte em 199.340/198.870. Caso isso aconteça, vejo espaço para aceleração das perdas até 198.060/197.475, com alvo mais longo em 196.180/195.660.
Por outro lado, uma reação compradora dependerá da superação da resistência em 199.850/200.220. Acima dessa faixa, o índice pode buscar 200.620/201.165, com projeção adicional em 201.725/202.000.
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No gráfico diário, sigo observando o índice acima das médias de 9 e 21 períodos, o que preserva a estrutura principal de alta, apesar das três sessões consecutivas de queda. O atual movimento, por enquanto, ainda caracteriza uma correção dentro dessa tendência mais ampla. Para retomada do fluxo comprador, será necessário romper 203.835 pontos, mirando 204.320/205.785.
Já a perda da região de 199.345/195.660 pode ampliar a correção, com próximos suportes em 194.315/190.315. O IFR (14), em 61,39, retorna à zona neutra e reduz o sinal de sobrecompra visto anteriormente.

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WINM26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice mantém a trajetória corretiva e segue negociando abaixo das médias de 9 e 21 períodos, o que indica enfraquecimento do momentum comprador no curto prazo.
Para continuidade da baixa, será necessário romper o suporte em 199.340/197.475. Se perder essa região, o ativo pode buscar 195.660/194.319, com alvos mais longos em 193.575/191.160.
Por outro lado, a retomada da alta depende da superação da resistência em 200.620/201.765. Caso rompa essa faixa, vejo potencial para avanço até 202.975/203.835, com extensão em 204.785/205.815.
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(Rodrigo Paz é analista técnico)
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