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Mini-índice (WING26) testa níveis com IPCA-15 e Copom no foco

Confira o que a análise técnica aponta para o mini-índice hoje (27 de janeiro)

Rodrigo Paz

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O mini-índice (WING26) encerrou a última sessão (26/01) em baixa de 0,44%, aos 179.750 pontos, interrompendo uma sequência recente de fortes altas e dando início a um movimento corretivo no curto prazo. O Ibovespa passou por um pregão de cautela e realização de lucros, após uma sequência expressiva de altas, refletindo a postura defensiva dos investidores diante da Super Quarta, quando Banco Central do Brasil e Federal Reserve decidem os rumos da política monetária. No exterior, apesar das tensões geopolíticas ainda no radar, os principais índices em Nova York e na Europa fecharam em alta, sustentados pela expectativa em torno do Fed e pela ausência de novos choques de risco.

No cenário doméstico, o fluxo estrangeiro segue positivo, mantendo o Brasil como um dos principais destinos de capital entre os emergentes, enquanto expectativas de inflação em queda e cortes de juros mais adiante continuam dando suporte ao mercado. Para os traders de mini-índice, o dia foi típico de lateralização e ajustes técnicos, com foco nos próximos dados econômicos, especialmente o IPCA-15, e nas decisões de juros, que devem ditar a próxima direção do mercado.

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Análise do gráfico de 15 minutos

No 15 minutos, observo um fechamento com movimento negativo, com o índice passando a negociar abaixo das médias de 9 e 21 períodos, o que reforça o viés corretivo no curto prazo. Para que o fluxo vendedor ganhe força, será necessária a perda de 179.535/179.115, o que pode abrir espaço para 178.175/177.435, com alvo mais longo em 176.815/176.060.

Na ponta compradora, a retomada do fluxo de alta exige a superação consistente de 180.000/180.775, recolocando o índice em direção a 181.590/182.250, com extensão em 182.440/183.385.

No gráfico diário, o mini-índice fechou em baixa após uma sequência de altas, formando um candle vendedor com sombra superior relevante, sinalizando realização de lucros. Apesar disso, o ativo segue acima das médias móveis, ainda com afastamento considerável, o que mantém elevada a probabilidade de correções técnicas. 

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Para retomar o fluxo altista, será necessário romper 182.250/183.385, com projeção inicial em 184.825/185.560.

Já a continuidade do movimento corretivo passa pela perda de 179.118/177.180, abrindo espaço para 173.350/170.090. O IFR (14) permanece elevado, em 76,07, caracterizando região de sobrecompra.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

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WING26: Gráfico de 60 minutos

Nos 60 minutos, o índice também fechou em baixa, negociando entre as médias de 9 e 21 períodos, o que reforça um cenário de indefinição no curto prazo.

 A perda de 179.115/178.175 tende a aprofundar a correção, com potenciais alvos em 176.815/174.545 e, em extensão, 173.350/171.575.

Por outro lado, a retomada do fluxo comprador passa pela superação de 180.775/182.250, abrindo espaço para avanços em 183.385 e, posteriormente, 183.840/184.970.

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Fonte: Nelogica. Gráfico 60 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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