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SÃO PAULO – O Brasil é o lanterna no ranking de competitividade entre os países emergentes do BRIC-M e, apesar de apresentar melhorias, a análise relativa com as outras nações mostra que o país está perdendo competitividade.
Criado por Jim O’Neil em 2003, economista do Goldman Sachs, o termo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) reúne os países que podem impulsionar a economia mundial até 2050. Mas na visão de Albert Fishlow, da Universidade Columbia, o México está obtendo um desempenho melhor que o Brasil, e o “B” do BRIC poderá ser perfeitamente substituído pelo “M”.
| Ranking | País | Indicadores altos | Indicadores intermediários | Indicadores baixos |
| 1º | China | 13 | 5 | 5 |
| 2º | Índia | 8 | 11 | 4 |
| 3º | Rússia | 7 | 7 | 10 |
| 4º | México | 5 | 9 | 10 |
| 4º | Brasil* | 5 | 9 | 10 |
*O Brasil aparece na 4º posição empatado com o México,
listado depois dele em função da comparação direta dos indicadores.
Brasil piorou em 14 indicadores
O estudo desenvolvido pela Amcham (Câmara Americana de Comércio) em conjunto com o MBC (Movimento Brasil Competitivo) revelou que o Brasil, em relação com os outros países do RIC-M, piorou em 14 indicadores, entre eles, Intenção de Investimentos Diretos Estrangeiros, Transparência da Política Governamental e Infra-Estrutura de Escoamento de Mercadorias.
Apenas nos indicadores Leis Trabalhistas e Funcionamento da Justiça, o Brasil avançou, sendo que a elevação da posição no último indicador deve-se a uma piora da situação na Índia, não a um mérito do Brasil.
Em outros oito índices, a posição do Brasil foi mantida de 2000 a 2006. Sendo os mais relevantes, Taxa de Juros Real e Carga Tributária, ambos na última colocação.
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Maior investimento
A competitividade é um dos principais fatores para a melhoria do padrão de vida de uma nação e, para melhorar neste aspecto, o estudo conclui: “O investimento público e privado é um fator crucial para a retomada do crescimento econômico e para a melhoria da competitividade brasileira. Cabe ao setor público, porém, dar condições para o pleno desenvolvimento das empresas”.