Metade dos consumidores compra genérico por causa do preço menor

Remédios desse tipo são até 50% mais baratos. Atualmente, são 3 mil fórmulas disponíveis ao consumidor

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Metade dos consumidores afirma comprar medicamentos genéricos por causa do preço. Foi isso o que mostrou pesquisa realizada pela consultoria Ipsos Health, ao indicador que quase toda a população conhece esse tipo de remédio, especificamente 99% dos entrevistados.

Vale lembrar que informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária mostram que, desde 2002, mais que triplicou a oferta desses produtos, que são cerca de 50% mais baratos que os de referência. Atualmente, são 3 mil fórmulas disponíveis ao consumidor.

Orientação médica

A pesquisa da Ipsos entrevistou, ao todo, quase 4 mil pessoas de todas as regiões brasileiras, por meio de contato direto e também pela internet. Foi constatado também que 70% indicam que orientação médica é o principal motivo que os leva a comprar esse remédios mais baratos, seguido pela eficácia/qualidade (47%).

Além disso, 83% disseram que confiam tanto nos genéricos quanto nos medicamentos convencionais, ao passo que 78% utilizam os produtos para qualquer tipo de doença. Por outro lado, 53% acreditam que os remédios mais baratos não estão disponíveis para todas as doenças.

Diferença

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), esses medicamentos com preços até 50% menores do que os praticados no mercado são cópias de outras fórmulas cujas patentes já expiraram.

Já os similares, embora tenham o mesmo princípio dos genéricos (cópias de patentes vencidas), só podem ser comprados com receita médica. Isso porque os produtos não são submetidos aos mesmos testes dos genéricos, o que não garante ao usuário uma substituição adequada.

Em outras palavras: o consumidor pode ter em mãos a marca de um remédio e pedir, na farmácia, o seu genérico. Já para comprar um similar, é necessário apresentar documento assinado pelo médico.

Mercado

A Pró Genéricos informou ainda que, entre janeiro e abril deste ano, foram comercializadas 69,7 milhões de unidades desse tipo de medicamento, contra 55,6 milhões em igual período de 2006 – uma expansão de 25,3%.

A participação desses produtos ficou com 14,7% do mercado total, o que mostra alta de 2,2 pontos percentuais ante os 12,47% verificados no final do primeiro quadrimestre de 2006.

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