Mesmo com queda no preço dos alimentos, refeição fora de casa continua em alta

Alimentos influenciaram resultado do IPCA. Mas o item refeição fora do lar subiu 1,15% e contribuiu com 0,05 p.p. para o índice

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SÃO PAULO – Os preços dos alimentos registraram queda em maio e foram a principal influência para o resultado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que ficou em 0,43%, 0,14 ponto percentual abaixo da taxa de 0,57% registrada em abril. Apesar disso, a refeição feita fora de casa continua em alta e ficou 1,15% mais cara em maio, frente ao mês anterior.

E mesmo com a desaceleração do índice geral, o item refeições contribuiu com 0,05 ponto percentual no IPCA do mês.

Considerando o grupo Alimentação fora de casa, ele ficou 0,93% mais caro no mês. No ano, comer fora de casa ficou 3,58% mais cara. Nos últimos 12 meses, a alimentação fora do lar registrou aumento de 8,08%.

Destaques
Dentro do grupo, além do aumento da refeição principal, os lanches também registraram alta frente a abril, de 0,97%, seguido do aumento de 0,13% do café da manhã. Os preços do cafezinho registraram a maior queda do grupo em maio, de 2,43%.

Considerando o acumulado deste ano, destaque para os preços dos lanches que ficaram 4,30% maiores e do cafezinho, que subiu 5,30%. A refeição principal ficou 3,50% mais cara, ao passo que o café da manhã registrou aumento de 0,14% no período.

Quando analisado o período de 12 meses terminados em maio, por sua vez, o destaque fica com o aumento de preços do cafezinho, que pesou 10,75% a mais no bolso do consumidor. No período, a refeição ficou 8,65% mais cara, o café da manhã encareceu 8,42% e os lanches registraram preços 7,48% maiores.

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Belo Horizonte é destaque
Considerando os preços acumulados deste ano do grupo Alimentação fora de casa, consumidores de Belo Horizonte e Rio de Janeiro foram os mais penalizados pelo aumento de preços ao comer fora de casa.

Belo Horizonte também foi destaque na análise dos últimos 12 meses. No período, Fortaleza também registrou o maior aumento quando consideramos o grupo alimentação fora de casa, como mostra a tabela abaixo: 

Variação do custo da alimentação fora do domicílio
Capital Maio Acumulado do ano Acumulado de 12 meses 
Rio de Janeiro 1,18% 4,62% 9,05%
Porto Alegre 0,51%

3,07%

8,51%
Belo Horizonte 1,36% 5,51% 9,79%
Recife 0,17% 1,54% 8,38%
São Paulo 0,78% 3,14% 7,67%
Distrito Federal 0,67% 3,15% 5,03%
Belém 0,44% 1,60% 5,76%
Fortaleza 1,00% 2,73% 9,18%
Salvador 1,37% 3,74% 7,45%
Curitiba 1,51% 4,45% 7,60%
Goiânia 0,37% 3,05% 9,15%
Nacional

0,93%

3,58% 8,08%

Fonte: IBGE

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Alimentação em casa
No domicílio, Curitiba é a capital onde os preços estão mais elevados, com alta acumulada no ano de 9,24%, acima da média nacional, que registrou aumento de 6,50%.

Em 12 meses, a alimentação feita em casa ficou 6,12% mais cara e, no quinto mês do ano, frente a abril, houve queda, de 0,06%.