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SÃO PAULO – Ao longo do ano passado, os preços do litro do etanol chegaram a dobrar, de acordo com dados do Relatório da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes).
A crise financeira internacional e as condições climáticas atípicas da região Centro-Sul foram os principais motivos para a variação, segundo a federação. A variação também deve-se ao aumento da demanda por etanol – gerada pela maior procura por veículos flex, beneficiados pelo IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido.
Apesar disso, os dados do relatório mostram que os preços permaneceram competitivos até setembro, quando em apenas cinco estados do País a gasolina era mais vantajosa que o álcool.
Mesmo com o aumento dos preços, as vendas acumuladas do combustível (aquele adicionado à gasolina e o usado diretamente para abastecer os carros) cresceram 16,5%. Ao todo, foram comercializados 22,8 bilhões de litros do combustível. Somente as vendas do álcool hidratado (usado diretamente nos carros) subiram 24% no ano passado. Em 2009, o etanol representou 21% da matriz de consumo veicular no País.
Outros combustíveis
De acordo com os dados divulgados na quinta-feira (13), apesar da vantagem de se abastecer com etanol, o preço da gasolina mostrou-se estável, ficando no mesmo patamar desde 2007. Isso se deve, principalmente, aos aumentos sucessivos do etanol.
Por conta disso, as vendas do derivado de petróleo fecharam o ano passado com um aumento de 9%. Ao todo, foram vendidos 25,4 bilhões de litros em 2009 e a participação da gasolina na matriz de consumo do País alcançou os 26%.
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Segundo o relatório, os preços do GNV caíram entre 8% e 10% nos postos. Mesmo assim, a queda não foi suficiente para elevar as vendas do combustível, que caíram 10% no ano passado. Ao todo, foram comercializados 5,771 milhões de metros cúbicos por dia. Com isso, a participação do GNV na matriz de consumo se manteve em 2% em 2009.
O diesel não registrou um bom desempenho ao longo do ano passado. Por conta da crise, as vendas do combustível caíram 1%, frente a 2008 – a segunda pior retração da década, perdendo apenas para 2003, quando o recuo foi de 2,2%. Ainda assim, o combustível representa 50% da matriz de consumo do País.