Análise

Méliuz (CASH3): volume de vendas vem acima do esperado, mas despesas devem seguir pressionando resultados

Na prévia do quarto trimestre, a empresa apresentou um aumento no volume de vendas e no número de usuários

Por  Equipe InfoMoney -

As ações do Méliuz (CASH3) chegaram a subir 5% no início da sessão em meio aos dados operacionais considerados positivos, mas inverteram e sinal e fecharam em baixa nesta sexta-feira (28). Os papéis recuaram 4,07%, a R$ 2,83.

A empresa divulgou na noite da véspera ter registrado um volume bruto de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) de R$ 1,7 bilhão no quarto trimestre de 2021, o que representa uma alta de 77% na comparação anual. Além disso, apresentou crescimento na base de usuários, terminando o ano com 22,4 milhões de contas.

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Para o Bradesco BBI, o foco principal do Méliuz deve continuar sendo as tendências de receita e cashback. O banco entende que parte do GMV da companhia pode ter vindo em detrimento das margens e o próximo lançamento da emissão de seu próprio cartão de crédito – que devem ganhar mais força ao longo do ano.

Os analistas do banco, contudo, esperam que os resultados do quarto trimestre ainda estejam pressionados pelas margens brutas (nas atividades promocionais) e pelo aumento ainda forte das despesas operacionais com o crescimento do quadro de funcionários e investimentos na plataforma.

O banco mantém avaliação outperform (desempenho em linha com a média do mercado) para CASH3, com preço-alvo de R$ 3,90.

O Morgan Stanley ressalta que GMV da companhia ficou 9% acima do do consenso do mercado. No entanto, vê a execução de iniciativas de e-commerce fora do Brasil como um fator-chave para a ação em 2022.

O banco mantém avaliação equalweight (exposição em linha com a média do mercado) para Méliuz e preço-alvo de R$ 4,50.

O Itaú BBA diz que o crescimento do GMV do Méliuz foi “relativamente positivo” e destacou a notícia de um aumento recorde de 120% de novos compradores em relação ao ano anterior. Isso, juntamente com a taxa de retenção efetiva da empresa, abrirá caminho para o crescimento de longo prazo, segundo os analistas.

O banco mantém avaliação outperform para Méliuz, e preço-alvo de R$ 10,70.

A XP destacou o número de contas, que chegou a 22,4 milhões de contas no período. O valor é 1,6 milhão maior do que o do terceiro trimestre e representa um acréscimo de 8,4 milhões em relação ao quarto trimestre de 2020. O número de usuários ativos, porém, sofreu uma ligeira queda de um trimestre para o outro, passando de 9,5 milhões para 9,4 milhões.

“De modo geral, temos uma visão positiva para o desempenho da prévia operacional, uma vez que a companhia mostrou sinais de capacidade de capturar novos clientes. Apesar disso, a companhia apresentou número mais tímidos de usuários ativos e acreditamos que o ceticismo relacionado a segurança da informação da Acesso [fintech comprada pela Méliuz em 2021] pode continuar pesando no papel” escreveram os analistas. O BC divulgou na semana passada o vazamento de dados que afetou 160.147 chaves Pix “sob a guarda e a responsabilidade” da Acesso. A companhia informou que os usuários afetados seriam comunicados.

A XP, contudo, segue com recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 8.

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