Visão positiva

Méliuz: após captação no mercado, BBI reitera compra e revisa preço-alvo para ação de R$ 42 para R$ 90

Analistas do Bradesco BBI destacam que companhia está passando de plataforma de cashback para o ecossistema robusto

Méliuz (Foto: Divulgação/Facebook)

O Bradesco BBI atualizou seu modelo para a ação da Méliuz (CASH3) após a conclusão de sua oferta subsequente de ações (follow on em inglês), e antes da divulgação dos resultados relativos ao segundo trimestre de 2021.

O banco reiterou sua recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e revisa o preço-alvo de R$ 42 em 2021 para R$ 90 por ação em 2022, alta de 32% frente à cotação de R$ 68,40 de quarta.

Para Otavio Tanganelli e Lucca Brendim, analistas do BBI, a empresa está bem posicionada para acelerar o crescimento por meio da oferta, que deverá impulsionar a proposição de valor da plataforma, e abrir caminho para a oferta de mais serviços financeiros, passando de plataforma de cashback para um ecossistema robusto.

Eles também destacam um forte potencial de geração de receita, ainda que esperem um impacto de curto prazo por conta de custos mais altos, à medida que a Méliuz continua a investir na plataforma para pavimentar caminho para mais crescimento no futuro.

O BBI espera alta de 16% nas receitas no segundo trimestre em comparação com o trimestre imediatamente anterior, e de 143% na comparação anual. O Bradesco BBI espera que o volume bruto de mercadorias (GMV na sigla em inglês) suba 21% na comparação trimestral.

A Méliuz atua no segmento de cupons com descontos para os clientes, com foco em retornos financeiros como cashback. Com o recurso da oferta primária, que captou R$ 427 milhões, a companhia pretende ampliar a fatia de marketplace e serviços financeiros, além de futuras aquisições de empresas estratégicas.

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