Material escolar encarece abaixo da inflação; ritmo de alta de preços cresce

Índice da FGV aponta para alta de valores de 0,18% no item material escolar, entre dezembro e janeiro, ante inflação de 0,89%

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SÃO PAULO – Os preços dos materiais escolares registraram aumento abaixo da inflação nos primeiros dias de janeiro, mas estão encarecendo em um ritmo maior. Dados preliminares da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que mede a inflação por meio do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), apontam alta de valores de 0,18% no item material escolar, entre dezembro e janeiro, ante 0,89% geral.

Apesar de estar abaixo da inflação, os materiais registraram aumento de preços na comparação com dezembro do ano passado, quando a variação foi de 0,13%. Quando analisada com janeiro de 2007 (-0,09%), a diferença é ainda maior. No início do ano, o item é importante no orçamento das famílias com crianças em idade escolar.

Mesmo assim, de acordo com tabela da FGV, é nesse período, ou nos meses de janeiro, fevereiro e março, que o item tem alta representativa. Em março de 2007, chegou a 0,68%, o índice foi o mais alto do ano.

Diferença de preços

De acordo com pesquisa realizada pelo Procon do Distrito Federal, com 26 itens da lista de material escolar, a diferença de preços chega a 1.177,18%. Em um estabelecimento, uma determinada borracha é vendida a R$ 0,09, mas é comercializada a R$ 1,15 em outro. Além das pesquisas de preços, porém, os pais devem tomar outras medidas de economia.

Para a advogada do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), Cláudia Almeida, os pais devem estimular o reaproveitamento de materiais dos anos anteriores. “É uma forma de exercer a cidadania, com o consumo consciente”.

No caso das listas com produtos coletivos, como os de higiene, o Idec orienta os consumidores a não comprarem os itens considerados abusivos. “Formalizar a reclamação no Procon é a melhor solução para o caso, porque assim outras pessoas vão tomar ciência da abusividade da escola”, disse a advogada, de acordo com a Agência Brasil.

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Economize!

Outra forma de economizar é pagar à vista as compras. Para o professor do Instituto de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp), Fernando Sarte, a melhor opção é não recorrer a linhas de crédito. “O cartão e o cheque especial devem ser evitados, pois são os mais altos na alíquota do imposto (IOF – Imposto sobre Operações Financeiras)“, afirmou ao programa da Rádio Nacional.

Com a finalidade de compensar a perda da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o governo aumentou em 0,38% a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incidente nas operações de crédito.

Uma outra dica para economizar é comprar no atacado. Os pais podem juntar as listas para desfrutar de um melhor preço. “Os pais perceberam que, se comprarem no atacado, podem chegar a economizar até 50% em relação aos preços do mercado”, disse o gerente geral da loja matriz dos Armarinhos Fernando, Marcio Eduardo.