Material escolar: dicas para levar o bom e o barato

Com diferenças de preços que podem chegar a 233%, consumidor deve pesquisar muito, mas também ficar atento à qualidade dos produtos

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SÃO PAULO – Segundo pesquisa divulgada pelo Procon de São Paulo, na última segunda-feira (19), o preço do material escolar pode variar até 233%, dependendo do produto e região. Com tanta diferença nos preços, o Ministério da Justiça recomenda ao consumidor pesquisar muito, antes de comprar qualquer item.

O material e uniforme escolares podem dar muita dor de cabeça aos pais na hora da compra, se não forem olhados com atenção. Por isso, o ministério e a Associação de Consumidores Pro Teste alertam para que os pais fiquem atentos a tudo o que a escola pede.

Atenção com a lista!

“É importante que o material seja destinado ao uso e programa pedagógico do aluno e não para manutenção ou serviços do estabelecimento de ensino”, afirma Ricardo Morishita, diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC). Por isso, é essencial que os pais questionem cada item da lista.

Ele lembra também que a exigência de marcas pela escola não pode acontecer. Os pais têm o direito de pesquisar e escolher a marca. A Pro Teste alerta que a exigência de locais para efetuar a compra de determinado produto também não pode existir e reafirma a importância da pesquisa.

A Associação aconselha ainda que os pais evitem levar os filhos para as compras do material, para evitar pressão na hora de escolher o produto. A Pro Teste lembra que, para aqueles que querem economizar, levar o material da “moda” pode sair caro e não significa, necessariamente, qualidade.

Para diminuir as despesas, reaproveitar materiais do ano anterior que estejam em bom estado pode ser vantajoso.

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Na hora de comprar os livros didáticos, os pais devem gastar mais a sola do sapato, pois esses itens costumam ser mais caros do que o restante dos produtos pedidos. A Pro Teste avisa que os consumidores não são obrigados a comprar os livros na escola, tampouco em livrarias indicadas por ela.

Uniformes sem problemas

Para a compra dos uniformes não se transformar em mais um transtorno que gere prejuízo, o Ministério avisa que a instituição de ensino deve informar sobre a obrigatoriedade do uso no momento em que o consumidor efetuar a matrícula do filho.

Já a Pro Teste lembra que a escola não pode obrigar os pais a comprar as peças no próprio estabelecimento ou indicar loja, caso o mercado em geral comercialize o produto. Cabe à escola informar os locais onde os consumidores podem adquirir as peças, além de especificar o modelo que será utilizado.

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O Ministério alerta que o preço da peça não pode fugir à média do mercado. O DPDC recomenda aos pais a mobilização na escola para verificar a possibilidade de baratear os uniformes.

Caso os consumidores tenham alguma dúvida quanto aos itens da lista de material ou considerem que há abuso no preço dos uniformes, o DPDC orienta que eles procurem a unidade do Procon mais próxima.

Atenção com a qualidade!

O barato, muitas vezes, pode sair caro, principalmente, com relação ao material escolar. Isso porque o Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo) reprovou 6,25% dos produtos.

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A Operação Volta às Aulas analisou 48 lotes de cadernos de brochura, corretivo em fita, cadernos de desenho, caligrafia e universitário, além de papel sulfite, papel cartolina, crepom e tintas guache, nanquim e acrílica. Rolos de barbante, clipes e purpurina (tipo glitter) também foram analisados.

Os cadernos de brochura foram os campeões das irregularidades na capital. Dos 13 lotes analisados, um, da Datapel, apresentou largura 0,1 centímetro menor que a indicada pelo fabricante. Os 14 lotes de corretivos em fita da marca Ideal, da ST Importações, analisados em Presidente Prudente estavam em média 30 centímetros menores que os quatro metros indicados.

O mesmo produto, só que da marca CIS, da empresa Comércio e Importação Sertic, estava 40 centímetros menor que os cinco metros indicados.

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Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos e São José do Rio Preto não identificaram irregularidades nos seis lotes de produtos checados.

Compras sem prejuízos

Para os pais não saírem lesados, a Associação de Consumidores Pro Teste recomenda atenção na avaliação dos produtos. No caso dos cadernos, a associação ressalta a importância de se atentar a margens, à impressão de linhas e a possíveis rugas nas folhas. Apontadores não podem apresentar sinal de ferrugem e devem ser testados antes da compra, assim como as canetas, que devem estar com a carga completa e sem vazamentos.

O lápis preto não pode ter lascas ou estar amassado; o número 2 é o recomendado para a escrita. Réguas, esquadros e compassos também não podem ter sinais de ferrugem e devem ter escalas e números legíveis.

Apesar do índice de reprovação dos materiais estar em 6,25%, houve queda frente ao mesmo período de 2008. Naquele ano, o Ipem apontou 23,53% de erros em 34 tipos de produtos analisados. Em oito deles, o problema era quantitativo.

Segundo a responsável pelo Laboratório de Pré-medidos da capital, Vera Lúcia Gonçalves, o consumidor está mais maduro e atento. Para ela, hoje, o consumidor “é um pouco técnico e um pouco fiscal, o que, para nós, é ótimo”.

A supervisora sugere aos pais o acesso ao site do Ipem (www.ipem.sp.gov.br) para efetuar uma compra mais consciente e eficiente, visando à qualidade e ao bom preço.