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SÃO PAULO – O Ibovespa operou em alta por quase toda a manhã desta segunda-feira (23), mas perdeu forças após o PMI (Purchase Managers Index) industrial dos Estados Unidos decepcionar os mercados. Às 12h16 (horário de Brasília), o índice registrava leve alta de 0,05%, a 54.191 pontos.
Chama atenção neste pregão as ações da Marfrig (MRFG3), que são penalizadas após rumores apontarem que a empresa estaria negociando a venda de ativos no Brasil com a Minerva (BEEF3), além de operações no exterior à BRF (BRFS3). As especulações, entretanto, foram negadas pela empresa.
Os papéis do frigorífico figuram entre as maiores quedas do Ibovespa, com queda de 3,49%, sendo cotados a R$ 6,08. Na mínima do dia, atingiram desvalorização de 3,81%, a R$ 6,06.
Grupo “X”: LLX, MMX, CCX e OSX operam no vermelho
No mesmo sentido, aparecem as ações da LLX Logística (LLXL3) e MMX Mineração (MMXM3), que registram queda de 4,28% e 2,33%, respectivamente, a R$ 1,79 e R$ 1,69, nesta sessão. Ainda entre as empresas do Grupo EBX que fazem parte do Ibovespa, os papéis da OGX Petróleo operam estáveis, sendo cotados a R$ 0,38.
Fora do índice, as demais companhias do grupo do empresário Eike Batista operam em sentidos opostos: CCX (CCXC3, -3,92%, R$ 1,47), OSX (OSXB3, -2,60%, R$ 0,75) e Eneva, ex-MPX, (MPXE3, +1,40%, R$ 5,80).
Chama atenção neste pregão uma série de notícias envolvendo as empresas do grupo. A OGX elegeu um novo nome aos cargos de diretor financeiro e de Relações com Investidores da empresa. Em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a empresa informa a contratação de Paulo Narcélio Simões Amaral, que irá substituir Roberto Monteiro, que teve sua saída anunciada na semana passada.
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Em relação à CCX, rumores apontam que mais um executivo está deixando o Grupo “X”. José Gustavo de Souza Costa, presidente da CCX e da AUX, abandonou os cargos na noite de sexta-feira, segundo a coluna Radar, da Veja.
Imobiliárias operam no vermelho
Também no negativo operam as ações do setor imobiliário. Os papéis da MRV Engenharia (MRVE3, -2,29%, R$ 8,55), Brookfield (BISA3, -1,79%, R$ 1,65), Cyrela (CYRE3, -1,70%, R$ 16,75) e Rossi (RSID3, -1,59%, R$ 3,09) figuram entre as maiores quedas do Ibovespa.
Nas mínimas do dia, as ações atingiram quedas de 4,46%, 2,98%, 2,35% e 2,55%, a R$ 8,36, R$ 16,64 e R$ 3,06.
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Varejistas e bancos figuram na ponta positiva
Por outro lado, as ações do setor financeiro operam em alta nesta sessão, com destaque para os papéis do Santander (SANB11, +1,97%, R$ 14,52) e Banco do Brasil (BBAS3, +1,73%, R$ 25,94). As instituições tiveram suas recomendações elevadas pelo Credit Suisse.
Além deles, os papéis do Bradesco (BBDC3; BBDC4) também operam no positivo. As ações ordinárias registram alta de 0,28%, a R$ 35,23, ao passo que as preferenciais avançam 0,46%, a R$ 30,74.
Já no setor de varejo, chama atenção as ações da Lojas Renner (LREN3) e Hering (HGTX3), que registram ganhos de 2,32% e 2,15%, nesta ordem, sendo cotadas a R$ 68,45 e R$ 34,73 – patamares próximos das máximas da dia.
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Raia Drogasil sobe após Cade aprovar compra de pontos comerciais
Fora do Ibovespa, as ações da Raia Drogasil (RADL3, +1,36%, R$ 17,85) operam em alta. Chama atenção a notícia de que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou sem restrições a compra de pontos comerciais das empresas Santa Marta e King, em Goiânia (GO).
Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, a notícia é levemente positiva, pois a empresa já havia informado a compra no ano passado. No entanto, vale lembrar que a consolidação do mercado, que está altamente pulverizada, é a maior oportunidade no segmento, na opinião dos analistas.
Ações do BicBanco sobem mais de 10%
Em meio aos rumores de que está prestes a ser vendido e que, dentre os interessados, estariam grandes bancos brasileiros e um chinês, as ações do BicBanco (BICB4) registram forte alta de 10,31%, a R$ 4,92, nesta sessão. Na última sexta-feira, os papéis já tinham registrado ganhos de 2,77%.
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Neste final de semana, aumentaram os rumores de que o BTG Pactual (BBTG11), Bradesco (BBDC4) e Itaú Unibanco (ITUB4), além do chinês CCB (China Construction Bank) estariam interessados na compra do banco. Em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nesta segunda-feira, os acionistas controladores do BicBanco informaram que não há quaisquer documentos vinculativos celebrados por terceiros dispondo sobre a alienação de controle acionário da companhia.
A instituição financeira passa por momentos complicados: em julho, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou o rating de crédito da companhia, fazendo os seus bônus serem fortemente pressionados. Na bolsa brasileira, as ações do banco registram perdas de 23% apenas em 2013.