Marcopolo (POMO4): ação dispara quase 7% após resultados sólidos; carteira robusta deve impulsionar próximos trimestres

Companhia divulgou seus resultados trimestrais na noite da última terça-feira (2)

Felipe Moreira

(Divulgação)

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Os números da fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo (POMO4) animaram o mercado. A companhia registrou na última terça-feira (1) lucro líquido R$ 140,5 milhões no segundo trimestre de 2023, um aumento de 424,1% em relação a igual período do ano passado.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 158 milhões, alta anual de 206,2%. Isso levou a uma elevação da margem Ebitda de 7 p.p. (pontos percentuais), para 11,6%.

Com isso, os ativos POMO4 subiram 6,92%, a R$ 5,56; na máxima do dia, chegaram a R$ 5,68, disparada de 9,23%.

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De forma geral, o Itaú BBA avaliou números da Marcopolo como sólidos no 2T23, superando a estimativa de Ebitda em quase 20%.

“Como esperado, os volumes caíram no trimestre devido à transição Euro 6 e menos entregas do programa Caminho da Escola”, destacam analistas. “Ainda assim, a rentabilidade foi destacada devido ao mix positivo no mercado interno e margens crescentes nas operações externas”, acrescentam.

O BBA também pontua que a expectativa de novas licitações para o Caminho da Escola e uma carteira robusta de pedidos recebidos no segundo trimestre ajudarão a impulsionar os resultados daqui para frente.

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Com relação a vendas, o banco explica que a queda nos volumes vendidos foi motivada pela migração para os modelos Euro 6 mais caros, bem como volumes mais baixos da última rodada do Caminho da Escola.

Já as exportações e vendas de unidades fabricadas no exterior tiveram bom desempenho (alta de 20% e estável em relação ao ano anterior, respectivamente). Isso resultou em uma receita consolidada de R$ 1,4 bilhão, uma expansão de 18% frente 2T22 (queda de 18% ante 1T23), próximo das estimativas do BBA.

Em termos de rentabilidade, a margem bruta foi forte em 20%, bem acima dos 11% observados no 2T22 e uma pequena queda em relação aos 23,6% observados no 1T23, “explicado pela redução da alavancagem operacional em menos unidades vendidas”, diz BBA. “A melhoria contínua da rentabilidade da Marcopolo nos últimos trimestres tem sido impulsionada por um melhor mix, maiores volumes, aumento de preços e recuperação da rentabilidade das operações offshore”.

Olhando para o futuro, a Marcopolo compartilhou expectativas construtivas, com faturas de pedidos sólidas, formando uma robusta carteira de pedidos a serem entregues no segundo semestre de 2023 e primeiro trimestre de 2024.

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Segundo relatório do BBA, a forte demanda decorre principalmente de: i) ônibus rodoviários da nova geração do negócio G8 (que responde por 90% das vendas de dois andares), ii) ônibus urbanos (devido a subsídios e incentivos dos municípios) e iii) exportações/ operações internacionais (devido à recuperação tardia pós-pandemia nesses mercados), e apesar do fator negativo da transição para o Euro 6.

O Bradesco BBI também classificou os resultados trimestrais como fortes, mas salientou que atrasos no programa “Caminhos da Escola” podem atrasar uma lucratividade mais forte até 2024.

De acordo com BBI, os principais destaques do balanço foram a queda de 21% nos volumes no mercado doméstico uma vez que as vendas de veículos foram afetadas pela transição para o Euro 6, bem como as entregas do programa “Caminhos da Escola” que diminuíram 1.260 no 1T23 para 180 ônibus no 2T23.

O Itaú BBA manteve avaliação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para ações da Marcopolo, com preço-alvo de R$ 3,80. O Bradesco BBI, por sua vez, reiterou recomendação neutra e preço-alvo de R$ 6.