Maioria dos que compram produtos piratas paga metade do preço

Dessa maneira, 72% dos entrevistados só compram essas mercadorias quando não têm condições de adquirir o original

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SÃO PAULO – Quando fizeram compras de produtos piratas neste ano, 82% dos consumidores que compraram tênis, roupas e brinquedos pirateados nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro afirmaram que a mercadoria custava menos da metade do preço praticado em lojas que recolhem impostos. Os dados são de pesquisa feito pelo Ibope e pela Angardi (Associação Nacional pela Garantia dos Direitos Intelectuais).

Dessa maneira, 72% dos entrevistados adicionaram que só compram produtos desse tipo quando não têm condições financeiras de adquirir o original. Cerca de 60% dizem não se sentir mal quando optam pelo comércio informal para fazer suas compras.

Queda no valor

O valor do consumo declarado nas três capitais apresentou uma queda de 19% neste ano, tomando como base 2007. Em valores monetários, foram R$ 1,6 bilhão e R$ 1,3 bilhão, respectivamente.

“Sem dúvida, essa redução se deve ao trabalho que o governo brasileiro realiza nos últimos três anos”, afirmou Solange Mata Machado, representante do Brasil na US Chamber of Commerce e responsável pela assinatura do estudo.

Gasto médio

No que diz respeito a gasto médio com as fraudes, tomando como base o intervalo dos dois anos, dois dos três tipos de produtos procurados apresentaram aumento. Veja:

Gasto por unidade
Produto Em 2006 Em 2007
Brinquedos R$ 11,12 R$ 12,59
Roupas R$ 16,82 R$ 18,36
Tênis R$ 60,14 R$ 53,14

Fonte: Ibope/Angardi

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A pesquisa

Foram feitas 2.226 entrevistas, com a população das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife, estimando volume de unidades, valores médios e valores totais gastos com esse tipo de consumo. Os consultados tinham acima de 16 anos.