AO VIVO Analista Charlles Nader mostra como fazer um planejamento para ter consistência na Bolsa

Analista Charlles Nader mostra como fazer um planejamento para ter consistência na Bolsa

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Lula ‘quase’ ministro faz 13 ações afundarem mais de 7%; BB desaba 16% e Petrobras cai 10%

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta terça-feira

Mineração da Vale
Mineração da Vale

SÃO PAULO – O Ibovespa acelera perdas nesta terça-feira (15) e vai para a mínima do dia, com queda de 3,75%, a 47.036 pontos, apagando todo o rali gerado após ter sido deflagrada a 24° fase da Operação Lava Jato, dia 4 de março. O pessimismo do mercado aumenta após coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, afirmar que o ex-presidente Lula aceitou virar ministro do governo Dilma.

Com a notícia, 13 das 61 ações do Ibovespa registrava queda superior 7%. As maiores baixas eram dos papéis do BB e as siderúrgicas Metalúrgica Gerdau, Gerdau e Usiminas. Além do mau humor do mercado, a Gerdau reagia ao balanço do 4° trimestre, divulgado nesta manhã.

Confira abaixo os principais destaques de ações da Bovespa nesta terça-feira: 

11h50: Siderúrgicas
Seguindo a derrocada da Bolsa, as ações das siderúrgicas caem forte hoje, com os papéis da Gerdau (GGBR4, R$ 4,70, -10,98%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 1,76, -12,44%) e Usiminas (USIM5, R$ 1,67, -9,73%) operando entre leilões, enquanto CSN (CSNA3, R$ 6,50, -6,07%) marcava queda mais amena.

Nesta manhã, a Gerdau reportou seu resultado, registrando prejuízo líquido ajustado de R$ 41 milhões no quarto trimestre, enquanto o Ebitda ajustado ficou em R$ 911 milhões. A receita líquida somou R$ 10,4 bilhões no período, ante estimativa de R$ 11,1 bilhões da Bloomberg. A companhia projeta capex de R$ 1,5 bilhão em 2016, queda de 35%.  

11h55 Bancos 
Os papéis dos bancos, principalmente o Banco do Brasil (BBAS3, R$ 18,63, -16,08%), que vinha sendo o mais beneficiado pelo “rali da Lava Jato”, desabam nesta sessão. Embora com queda mais amena, os bancos privados Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 31,16, -3,17%), Bradesco (BBDC4, R$ 25,67, -3,50%), Santander (SANB11, R$ 16,38, -1,44%) e Itaúsa (ITSA4, R$ 8,17, -3,66%) – holding que detém participação no Itaú – registram desvalorização nesta sessão. 

Nesta terça-feira, o Bradesco foi iniciado com recomendação underperform (desempenho abaixo da média) pelo Scotiabank. 

10h53: Vale (VALE3, R$ 13,16, -2,08%; VALE5, R$ 9,51, -1,96%)
As ações da Vale amenizam perdas após caírem 5% na mínima do dia, em meio ao mau humor do mercado e forte queda do minério de ferro lá fora. A commodity negociado no porto de Qingdao com 62% de purebancosa fechou em queda de 4,81%, a US$ 52,88 a tonelada seca. Com a queda de hoje, o minério já devolveu todo o rali de 20% que fez na segunda-feira da semana passada. Na época, os analistas disseram que não havia fundamentos para a disparada.  Acompanham o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 4,98, -0,99%), holding que detém participação na Vale. 

10h45: Cosan Logística (RLOG3, R$ 0,55, -2,44%)
A Cosan Logística aprovou na segunda-feira o grupamento de suas ações na proporção de uma para quatro. A companhia também aprovou o aumento de capital de R$ 580 milhões, com emissão de 1.054.545.455 ações ordinárias. A operação será feita por meio de subscrição privada, ao preço de R$ 0,55 por ação. O aumento de capital visa fazer frente ao compromisso assumido pela companhia de aportar, no mínimo, R$ 500 milhões em capitalização que vem sendo estruturada pela Rumo Logística (RUMO3, R$ 3,00, -8,26%), conforme aprovado em reunião de 18 de fevereiro, informa a empresa. As ações da Cosan Logística adquiridas a partir do dia 15 de março não farão jus ao direito de preferência na subscrição do aumento de capital. 

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10h24: Petrobras (PETR3, R$ 8,89, -6,60%; PETR4, R$ 6,66, -10,00%)
Dando sequência à derrocada da Bolsa, os papéis da Petrobras estendem as perdas da véspera, diante da notícia de que Lula pode assumir ministério no governo Dilma e queda do petróleo lá fora. Neste momento, o contrato do Brent registrava queda de 1,80%, a US$ 38,82 o barril. 

10h07: Exportadoras
O dia de alta do dólar frente ao real favorece as exportadoras, que foram tão penalizadas nesse começo de ano. Entre as maiores altas do Ibovespa, os papéis do setor de papel e celulose Fibria (FIBR3, R$ 34,00, +5,43%), Suzano (SUZB5, R$ 13,36, +4,78%) e Klabin (KLBN11, R$ 20,39, +1,85%), além da fabricante de aeronaves Embraer (EMBR3, R$ 23,15, +2,75%). 

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