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Cielo lucra 52% menos no 3º tri e Santander Brasil tem lucro societário de R$ 3,61 bi; veja mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta quarta-feira (30)

No Radar InfoMoney desta quarta-feira destaque para agenda intensa de resultados, com destaque para Magazine Luiza, que teve lucro acima das expectativas e Cielo com Ebitda abaixo.

A agenda conta hoje com os resultados do Banco Santander e de Gerdau. O Santander Brasil registrou lucro societário de R$ 3,61 bilhões no terceiro trimestre deste ano.

Após o fechamento, estão previstas as publicações do GPA, Lojas Americanas, B2W, BR Properties, Arezzo, Cesp, Odontoprev e Log.

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Vale (VALE3)

A Vale informou em fato relevante que irá encerrar o programa de listagem dos ADSs na Euronext Paris e que tal iniciativa foi aprovada pelo Conselho da Euronext Paris. “Será implementado um procedimento de venda ordenada, através do qual os detentores atuais de ADSs listados na Euronext Paris poderão vender os seus valores mobiliários antes da deslistagem e sem incorrerem em taxas adicionais”, escreveu.

O procedimento de venda ordenada será implementado do dia 4 de novembro até o dia 15 de novembro. Segundo a Vale, a expectativa é de que o processo de deslistagem dos ADSs seja concluída em ou em torno de 29 de novembro de 2019.

Cielo (CIEL3)

A Cielo teve lucro líquido de R$ 358,1 milhões entre julho e setembro, cifra 51,7% inferior à reportada no mesmo período do ano passado. Em IFRS, o lucro atingiu R$ 362,4 milhões, queda 54,3%.

O Ebitda atingiu R$ 724,3 milhões, representando uma queda anual de 37,2%. A receita operacional líquida caiu 5,5%, para R$ 2,8 bilhões.

Para o Itaú BBA, os resultados da Cielo foram fracos, apesar do crescimento de TPV (Total Payments Volume). Além do desempenho modesto das vendas, o analista Marco Calvi escreveu, em relatório, que os custos e despesas totais aumentaram 15% na comparação anual. Segundo ele, junto com o desempenho operacional mais fraco, as receitas de pré-pagamento também caíram, resultado à queda no lucro.

O Morgan Stanley destacou os volumes se saíram bem, com os cortes de preços da empresa e as maiores despesas com vendas diminuíram as perdas de participação de mercado. “Porém, o rendimento da receita contraiu muito neste trimestre, ressaltando a significativa compressão de preços que a empresa teve que aprovar para permanecer competitiva”, destacou em relatório.

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A Cielo informou que o conselho aprovou a distribuição de Juros sobre Capital Próprio complementares no montante de R$ 42 milhões relativos ao terceiro trimestre de 2019, valor este que deverá ser somado ao valor de R$ 78,100 milhões deliberados em 19 de setembro – totalizando o montante de R$ 120,1 milhões.

O valor estimado por ação dos JCP é de R$ 0,01548269080 e poderá sofrer alterações em razão de negociações com ações em tesouraria, incluindo alienações para o cumprimento do programa de opções e ações restritas. Os JCP serão pagos aos acionistas no dia 18 de novembro, com base na posição acionária de 05 de novembro e ficando ex-JCP no dia seguinte.

Magazine Luiza (MGLU3)

A rede varejista Magazine Luiza registrou lucro líquido ajustado de R$ 136,3 milhões no terceiro trimestre, superando a melhor das projeções compiladas pela Bloomberg, que era de R$ 127 milhões. O resultado representa uma alta de 12,7% sobre o mesmo período de 2018. O valor ajustado considera a diluição das despesas financeiras e pagamento de juros sobre capital próprio.

Entre os destaques do resultado, o Magalu apontou para o forte crescimento das vendas do e-commerce, que subiram 96% no terceiro trimestre, comparado ao crescimento do mercado de 24,7% e representaram 48,3% das vendas totais. No e-commerce tradicional, as vendas evoluíram 66,3%, enquanto o marketplace contribuiu com vendas adicionais de R$ 853,7 milhões, crescendo 300% e representando 26% do e-commerce total.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado fechou o período entre julho e setembro em R$ 300,7 milhões, um avanço de 7,0% sobre o mesmo período de 2018, quando ficou em R$ 121,0 milhões. Segundo a empresa, ajudou na melhor do resultado o elevado crescimento das vendas e o resultado positivo do e-commerce.

A receita líquida, por sua vez, teve alta de 32,5% em um ano, atingindo R$ 4,864 bilhões no terceiro trimestre deste ano. Enquanto isso, as vendas totais do Magalu, incluindo o marketplace, avançou 46,9% no mesmo período, para R$ 6,817 bilhões.

O Bradesco BBI destacou, em relatório de Richard Cathcart, o resultado do GMV on-line do terceiro trimestre, 4% acima das expectativas da instituição, com a Netshoes contribuindo fortemente. O analista ressalta a alta de 54% do GMV, mas também a expansão de 44% de clientes ativos e dos usuários ativos mensais do aplicativo Magalu, mais do que dobrando para 14 milhões.

“O Ebitda permanece sob pressão no curto prazo, mas os investimentos no curto prazo provavelmente pagarão dividendos no futuro, à medida que o uso da plataforma se expandir”, escreveu, reforçando a recomendação de “Outperform”, mas com um novo preço-alvo para 2020 de R$ 45, ante R$ 43 de antes.

Para o Credit Suisse, a Magalu entregou mais um trimestre acima das expectativas do mercado. “O crescimento está vindo e tudo indica que esse movimento deve continuar bastante forte no futuro próximo”, destacou a instituição, acrescentando que o quarto trimestre marcará o primeiro período em que as vendas online devem passar o GMV das lojas físicas.

“A empresa está avançando rapidamente no aumento de categorias e sellers no market place da Magalu. Outras fontes de crescimento devem vir do Magalu as a Service, maior penetração de lojas físicas e uma solução de pagamentos ainda mais robusta”, escreveram os analistas do Credit Suisse.

LPS (LPSB3)

A LPS Brasil informou que foi aprovado pelo conselho de administração o preço de R$ 7,00 por ação, dento do processo do aumento de capital proposto pela companhia, que deverá movimentar R$ 147 milhões. Com a oferta primária, o novo capital social passará a ser de R$ 188,722 milhões. As ações objeto da oferta passarão a ser negociadas na B3 em 31 de outubro, com liquidação física no dia seguinte.

Ecorodovias (ECOR3)

A Ecorodovias teve lucro líquido de R$ 58,2 milhões no terceiro trimestre deste ano, um desempenho 36,5% inferior ao reportado no mesmo período do ano passado. Esse resultado exclui provisões dos acordos de leniência e com os ex-executivos colaboradores.

O Ebitda pro-forma somou R$ 515,4 milhões, registrando alta de 15,6%, com margem de 66,3% (-3,7 p.p.). O número exclui também receita e custo de construção e provisão para manutenção nos períodos de 2018 e 2019.

A receita liquida subiu 22%, para R$ 777,2 milhões. O resultado das concessões rodoviárias aumentou 23,1%, enquanto a receita de construção avançou 45,6%.

A contabilização dos referidos acordos foi registrada no terceiro trimestre no montante de R$ 466,8 milhões, sendo R$ 400,0 milhões referente ao acordo de leniência e R$ 66,8 milhões de colaboração de ex-executivos.

RD (RADL3)

A Raia Drogasil reportou um lucro líquido ajustado de R$ 135,587 milhões no terceiro trimestre, alta de 12,5% em relação ao resultado do mesmo período do ano passado. O lucro sem ajustes somou R$ 129,687 milhões, aumento de 9,7%.

O Ebitda atingiu R$ 519,5 milhões, crescimento de 21,0% e margem de 10,9%, estável na comparação anual. A receita bruta somou R$ 4,771 bilhões, incremento de 21,0%.

O crescimento de vendas nas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) acelerou para 11,9%, enquanto o crescimento das lojas maduras atingiu 7,7%, um crescimento real de 4,8% e uma melhora significativa em relação aos trimestres anteriores

Para o Brasil Plural, os resultados mostram que a companhia já atingiu um ponto de virada, com a estratégia assertiva dos últimos trimestre dando frutos e proporcionando ganhos de alavancagem operacional em um ritmo mais rápido.

Embora a margem bruta tenha apresentado uma queda, a RD conseguiu compensar essa pressão com ganhos de alavancagem operacional, apresentando um crescimento geral do SSS de 11,9%, com maturidade da loja vendas crescendo 7,7%, destacou o Brasil Plural

“Considerando sua margem Ebitda estável nos últimos trimestres, a conclusão de novos CDs, os maiores ganhos de sinergia com a Onofre e sua integração digital e investimentos contínuos em TI, acreditamos que a RD possui uma forte vantagem sobre seus concorrentes, abrindo caminho para liderar confortavelmente os transformação do setor de varejo farmacêutico”, escrevemra Felipe Reboredo e Eduardo Nishio.

Gerdau (GGBR4)

A Gerdau apresentou um lucro líquido consolidado de R$ 289 milhões no terceiro trimestre, representando uma queda de 63,5% em relação ao resultado reportado no mesmo intervalo do ano passado. Em termos ajustados, o lucro teria recuado 59,1%, para R$ 408 milhões.

O Ebitda ajustado somou R$ 1,457 bilhão, queda de 27,6%, com margem de 14,7% (-1p.p.). “O lucro líquido ajustado teve queda, em linha com o comportamento do EBITDA no período, também suavizada por efeitos de itens não recorrentes no período”, afirmou a empresa.

O Ebitda registrou queda semelhante ao lucro bruto e à margem bruta (que recuou a 9,9% ante 14,5% de um ano antes), “mitigada ao expurgar os efeitos não recorrentes da reforma do Alto-forno 1 da usina de Ouro BrancoMG, líquido de reversão/provisões tributárias no período”.

A receita líquida recuou 22,6%, para R$ 9,931 bilhões. Já a produção de aço recuou 31,1%, em razão, principalmente, do menor volume de produção na América do Norte, devido aos desinvestimentos de grande parte das operações de vergalhão nos Estados Unidos.

Para o Itaú BBA, os resultados da Gerdau vieram em linha, com destaque ao fluxo de caixa livre (FCF, na sigla em inglês), positivo em R$ 1,9 bilhão, apoiado pela liberação de R$ 1,1 bilhão em capital de giro. Em termos de Ebitda, o resultado veio em linha, impacto por despesas extraordinárias de R$ 238 milhões relacionadas à manutenção. O analista Daniel Sasson ressaltou ainda a melhora no Brasil do volume por conta do segmento de ações longos, mas que foram registradas margens ligeiramente mais baixas nos EUA.

A empresa informou ainda que foi aprovado o pagamento de dividendos, no montante de R$ 68 milhões (R$ 0,04 por ação) no terceiro trimestre, distribuídos como antecipação do dividendo mínimo obrigatório.

O pagamento dos proventos acontece em 25 de novembro, com base na composição acionária de 11 de novembro.

Santander Brasil (SANB11)

O Santander Brasil obteve um lucro líquido no resultado gerencial de R$ 3,705 bilhões no terceiro trimestre, uma alta de 1,9% sobre o desempenho do segundo trimestre deste ano. Em nove meses, o lucro soma R$ 10,824 bilhões, crescimento de 20,4%.

Já o lucro líquido societário somou R$ 3,608 bilhões no terceiro trimestre, uma alta de 5,8% ante o segundo trimestre. Em nove meses, o lucro atinge R$ 10,433 bilhões – alta de 18,1%.

A carteira de crédito total alcançou R$ 331,601 bilhões ao final de setembro de 2019 com crescimento de 11,1%. “A tendência segue com os segmentos de pessoa física e financiamento ao consumo apresentando desempenho superior ao da carteira de crédito total”, destacou.

A margem financeira bruta alcançou R$ 34,315 bilhões nos nove meses de 2019, crescimento de 4,5% em doze meses e praticamente estável em três meses.

As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias totalizaram R$ 14,021 bilhões em nove meses, alta de 11,7 em doze meses. Em três meses, a receita subiu 1,1%, explicada em parte pelo aumento nas comissões de serviços de conta corrente.

Multiplan (MULT3)

A Multiplan registrou um lucro líquido de R$ 121,525 milhões no terceiro trimestre deste ano, desempenho 4,4% superior ao reportado no mesmo período do ano passado. A empresa informou que excluindo a conta de remuneração baseada em ações, o lucro líquido teria aumentado 12,0% chegando a R$ 132,2 milhões.

O Ebitda atingiu R$ 235,072 milhões no terceiro trimestre, alta 3,4%, com margem de 71,5% (- 3,2 p.p.). Segundo informou a empresa, o Ebitda avançou por conta do desempenho operacional dos ativos, sendo parcialmente compensado pelo impacto contábil na remuneração baseada em ações no trimestre. Sem esse efeito, teria subido 7,4%, a R$ 245,7 milhões.

A receita líquida no terceiro trimestre somou R$ 328,598 milhões (+8%). O Fluxo de Caixa Operacional (FFO) somou R$ 183,4 milhões, alta de 5,1%. As vendas mesmas lojas subiram 5,4%, enquanto o aluguel mesmas lojas subiu 10,8% – maior taxa de crescimento desde o terceiro trimestre de 2013. A taxa de ocupação foi de 97,6% no terceiro trimestre, semelhante frente o segundo trimestre, mas pouco inferior há um ano, quando estava em 97,7%.

Duratex (DTEX3)

A Duratex teve lucro de R$ 27,715 milhões no terceiro trimestre, um desempenho 92,6% inferior ao reportado no mesmo intervalo do ano passado. O lucro recorrente somou R$ 30,472 milhões, representando uma queda de 50,5%.

O Ebitda ajustado e recorrente atingiu R$ 237,913 milhões, uma alta de 13,5%. Já a margem Ebitda atingiu 18,18%, ante 16,41% de um ano antes. A receita líquida consolidada recuou 13,5%, para R$ 1,308 bilhão.

Smiles (SMLS3)

A Smiles apresentou lucro líquido de R$ 149,5 milhões no terceiro trimestre deste ano, significando queda de de 29,5%. Desconsiderando efeitos extraordinários registrados há um ano, o lucro teria recuado 2,5%.

O Ebitda somou R$ 205,8 milhões, queda de 11%, com uma margem de 73,7% (queda de 14,1 pontos porcentuais). A receita líquida somou R$ 279,3 milhões (+6,1%) e o faturamento bruto total R$ 633,7 milhões (+7,7%).

Renova (RNEW11)

A Renova Energia foi atuada pela Receita Federal com base na Operação Descarte, questionando apuração de cálculo de impostos “supostamente devidos”. A companhia diz que tomou conhecimento do auto de infração e que vai analisar.

A autuação é por não comprovação de despesas, falta de recolhimento do IRPJ sobre a base de cálculo estimada e a não comprovação de custos e despesas operacionais, nos valores de R$ 8.036.715,86 a em IRPJ, R$ 2.893.217,69 em CSLL e R$ 78.387.828,86 em IRRF, incluindo multas e juros.

“A Companhia irá avaliar detalhadamente a fundamentação de referido auto de infração em conjunto com seus assessores legais e, conforme tal análise, apresentará impugnação ao referido auto de infração no prazo regulamentar”.

Copel (CPLE6)

A Copel lançou um novo Programa de Demissão Incentivada (PDI). A companhia estima gastar R$ 85 milhões em indenizações, e afirma que a potencial redução das despesas é de R$ 142,1 milhões ao ano a partir de 2020. Segundo a empresa, 492 pessoas se enquadram nestes requisitos atualmente.

O programa ficará aberto a adesões entre os dias 1º e 15 de novembro, e será destinado a empregados que tenham no mínimo 55 anos de idade e 25 anos de Copel. Caso o orçamento estimado não seja totalmente atingido, a Copel vai abrir uma segunda fase do PDI, entre 16 e 30 de novembro.

 

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