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SÃO PAULO – Tem se tornado cada vez mais comum o fabricante do produto abrir lojas da própria marca e vendê-lo diretamente para o consumidor.
Contudo, engana-se quem pensa que vai encontrar preços mais baratos nestes estabelecimentos, pois, segundo especialistas, os valores são similares aos praticados pelo varejo.
É o caso, por exemplo, da Sony, que possui lojas em dois grandes shoppings de São Paulo, um de Brasília e outro do Rio de Janeiro. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, o preço das lojas próprias é o mesmo sugerido ao varejo, sendo o atendimento o grande diferencial, já que o consumidor é atendido por profissionais que detêm informações minuciosas de cada produto.
O mesmo deve ocorrer com a LG, que até o fim deste ano deve lançar no Brasil sua loja virtual de aplicativos. Criada para aprimorar a experiência os usuários, atualmente, o serviço está disponível somente em países da Ásia.
ACSP
Na opinião do economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Emílio Alfieri, a abertura de lojas pelo fabricante do produto é uma reação pontual ao momento de recessão econômica.
Segundo ele, a medida não deve ser uma tendência, visto que envolve custos que, por sua vez, resultariam em preços parecidos aos praticados pelo comércio.
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Além disso, avalia, se a indústria optar pela internet, há a desvantagem do contato. “O consumidor brasileiro quer tocar, ver, experimentar o produto. Então, não acredito que o varejo será prejudicado em nenhuma das hipóteses”, diz.