Listando prós e contras, MorningStar avalia oferta de units do Santander Brasil

Banco está preparado para usufruir do bom momento do País, mas enfrentará concorrência e perdas com empréstimos

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SÃO PAULO – Nesta segunda-feira (28) iniciou-se o período de reserva das units do Santander Brasil, uma das ofertas mais aguardadas neste ano, com promessa de captar R$ 15 bilhões via emissão de 525 milhões de units (55 ações ordinárias e 50 ações preferenciais).

A distribuição, que será realizada no Brasil e no exterior através de mecanismos de investimento regulamentados pela legislação brasileira ou por ADRs (American Depositary Receipts), vem chamando a atenção de diversas equipes de research, inclusive do analista da MorningStar Maclovio Pine, que publicou suas impressões sobre a oferta.

O grupo espanhol Santander oferecerá cerca de 15% de sua participação no Banco Santander Brasil, considerado o quarto maior banco do país. Com 10% de todos os depósitos feitos por aqui, o analista acredita que o Santander está bem posicionado para usufruir do bom momento macroeconômico do País junto aos pares do setor.

Dificuldades

Contudo, Pine prevê diversos obstáculos para o banco no futuro, como a forte concorrência de Itaú Unibanco e Bradesco, a pressão vinda do Banco do Brasil no âmbito das taxas cobradas no mercado, além das perdas crescentes com empréstimos postadas pelo banco, algo que não deve se reverter tão cedo na visão do analista.

Apesar da perspectiva negativa neste aspecto, Pine acredita que as perdas serão amenizadas pela razão ativo/dívida do banco, que, além de ser duas vezes maior em relação a dos bancos Itaú Unibanco e Bradesco, revela uma forte posição de caixa, fundamental para elevar o market share da instituição no Brasil e alavancar sua estrutura orgânica.

A equipe do MorningStar pretende revelar após o dia 7 de outubro, quando as units serão negociadas em bolsa, um relatório com suas projeções completas e estimativas de preço-alvo para os ativos.