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SÃO PAULO – Na tentativa de regular preços e impedir ações especulativas no mercado de alimentos, o governo federal, por meio da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), tem realizado diversos leilões de produtos alimentícios, como milho, feijão e arroz. No último caso, a medida conseguiu atingir seu objetivo e baixou os preços do produto, em média, em R$ 3.
Para o diretor comercial do Irga (Instituto Rio Grandense do Arroz), Rubens Silveira, a medida do governo ajuda a evitar que o preço onere demais o consumidor. “No mês de maio foram leiloadas 270 mil toneladas. Isso fez com que os preços baixassem R$ 3″.
Leilões
Segundo a Agência Braisl, em reunião na Superintendência da Conab em Porto Alegre, na última quinta-feira (3), produtores de arroz pediram a suspensão dos leilões por 30 dias. O motivo seria que parte do que foi ofertado em maio, ainda não teria sido totalmente absorvido pelo mercado. Além do que, o mês de julho é tido como de baixo consumo devido às férias escolares.
Diante disso, o próximo leilão ocorre somente no dia 29 de julho, quando 50 mil toneladas armazenadas no estado do Rio Grande do Sul e 10 mil em Santa Catarina serão colocadas à venda.
Depois, o setor arrozeiro e a Conab se reunirão novamente no dia 5 de agosto para avaliar o leilão e analisar se ainda serão necessárias novas operações.