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SÃO PAULO – Relatório publicado pelo comitê que investiga a falência do Lehman Brothers revela que executivos do banco e auditores da Ernst & Young são culpados pelo maior colapso corporativo da história norte-americana.
Conforme a investigação, o Lehman Brothers “escolheu ser indiferente ou rejeitar os controles de risco da firma em uma base regular”, mesmo com o sinal amarelo dado pelos mercados imobiliário e de crédito.
Dentro de suas 2,2 mil páginas, o relatório alega que executivos da instituição financeira manipularam a folha de balanços do banco, retendo informações da alta cúpula, além de inflar o valor de ativos tóxicos.
Rivais contribuem para derrocada
Mais adiante na análise, o comitê revela que os bancos JPMorgan Chase e Citigroup contribuíram para a falência do Lehman Brothers, à medida que demandaram mais colaterais e mudaram os acordos de garantia.
“A demanda por colaterais pelos credores do Lehman teve impacto direto da liquidez do banco”, discorre o relatório, ressaltando que a baixa liquidez disponível à época foi o motivo principal para a bancarrota.
O Lehman Brothers entrou com pedido de concordata em 15 de setembro de 2008.