Juro máximo do cartão de crédito cairá para um dígito, afirma Itaú

Situação ocorrerá “em um futuro próximo”, em resposta a uma sinalização na queda da inadimplência dos consumidores

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Em um futuro próximo, o juro máximo cobrado pelo não-pagamento da fatura do cartão de crédito será de um dígito. A previsão foi feita na quinta-feira (8), pelo diretor de Marketing da Cartões Itaú, Fernando Chacon, que não quis definir exatamente quando essa situação será efetivamente sentida no bolso do consumidor.

De acordo com Chacon, o juro médio mensal varia de 1,99% a 11,50%. Isso, em um ano, corresponde a um incremento de mais de 25% ou 270% da dívida. “Bancos que oferecem taxa diferenciada, conforme o perfil do cliente, talvez não precisem baixar as cobranças. Mas aqueles que trabalham com uma fixa provavelmente terão de fazê-lo”, disse Chacon.

Queda da inadimplência

O motivo dessa previsão é uma sinalização de redução no calote dos portadores do plástico. A pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, realizada mensalmente pela empresa, nunca aponta a inadimplência da modalidade porque são informações não-liberadas pelas companhias.

“Mas notamos que, desde o início deste ano, apesar de elevada, a taxa apresenta constante retração. Isso possibilitará uma redução nos juros”, detalhou Chacon. Para o executivo, essa mudança no comportamento é um resultado da melhora da economia e da renda do brasileiro.

Movimentação

Segundo o estudo, até novembro deste ano brasileiros movimentarão R$ 10 bilhões a mais com cartão de crédito do que em todo o ano passado. Estão previstos R$ 161,1 bilhões até o penúltimo mês do ano, contra os R$ 151 bilhões despendidos nos 12 meses de 2006.

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