Publicidade
SÃO PAULO – Após a incorporação da Agre (AGEI3) pela PDG Realty (PDGR3), os analistas do JPMorgan elevaram o preço-alvo da última, de R$ 21 para R$ 23, representando um upside de 43,7% frente ao fechamento de 5 de maio. A recomendação foi mantida em overweigth (peso acima da média do mercado) e a empresa permanece como top pick dos analistas para o setor de construção civil.
Os analistas Adrian Huerta e Marcelo Motta acreditam que a aquisição deve ser completada em seis a oito semanas. Huerta e Motta destacam a diversificação da PDG para segmentos de alta renda, que permite o crescimento da empresa nos próximos anos, provavelmente acima das empresas que atuam puramente no segmento de baixa renda, como MRV Engenharia (MRVE3).
Em teleconferência realizada na terça-feira (4) para comentar a aquisição, os gestores da PDG afirmaram que esperam que as margens e a rentabilidade da Agre sejam similares às da PDG em cerca de quatro trimestres. “É importante considerar que a PDG se tornará a maior empresa do setor no País, e com maior liquidez”, observam os analistas.
Valuation
No cenário mais otimista, a criação de valor chegaria a R$ 4 por ação, assumindo que a Agre tenha um ROE (retorno sobre o patrimônio) sustentável de 20%, similar ao usado no modelo dos analistas para a PDG. Isto implicaria em um preço-alvo de R$ 25 para a PDG, e um P/BV (relação entre o atual preço da ação e o valor patrimonial da empresa, na sigla em inglês) de 2,5 vezes, similar ao da Cyrela (CYRE3) e próximo ao de MRV, de 2,6 vezes.