JPMorgan aponta destaques do varejo no 1º trimestre e elenca ações favoritas

Empresas com forte crescimento chamaram atenção em meio a cenário macro pressionado

Erick Souza

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Drogasil (Divulgação)
Drogasil (Divulgação)

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Treze das companhias do varejo dentro da cobertura do JPMorgan já divulgaram os balanços do primeiro trimestre de 2026. Com todo esse material em mãos, os analistas estudaram alguns dos temas mais relevantes para o setor e elencaram algumas companhias como principais destaques.

Para o JPMorgan, RD Saúde (RADL3), C&A (CEAB3) e Smart Fit (SMFT3) foram as preferidas do varejo. De acordo com os analistas, os destaques levaram em consideração empresas com forte crescimento composto de lucro por ação. Em especial, a RD Saúde e a Smart Fit.

Para a C&A, o destaque se baseou em sua valuation atrativa e tendências operacionais sólidas. Conforme o banco, as varejistas de vestuário demonstraram um bom trimestre, com surpresas positivas nas vendas em mesmas lojas (SSS) e margem bruta.

C&A e Riachuelo tiveram os melhores resultados, enquanto Lojas Renner reportou abaixo das expectativas. Para o 2º tri, as varejistas mostraram otimismo, apesar da base de comparação forte do 2T25, com o inverno mais forte no ano passado.

A remoção de impostos sobre compras internacionais, confirmada nesta quarta-feira (13) pelo governo federal, também foi apontada pelas companhias como um risco relevante para o setor nos próximos trimestres.

De maneira geral, a demanda do consumidor permaneceu limitada no trimestre, pressionada pelos fundamentos macroeconômicos, o que impactou todo o setor. A combinação de alto nível de endividamento das famílias e a taxa Selic ainda elevada, enfraqueceram o consumo discricionário no trimestre, de acordo com os analistas.

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Até o crescimento acelerado das apostas esportivas acabaram apontadas como um dos fatores de pressão no período. Além disso, a deflação nos preços das commodities alimentícias pressionou o ticket do formato cash & carry (atacarejo).

GLP-1 e o mercado de genéricos

A chegada de genéricos e similares de semaglutida é vista como um ponto de inflexão importante. Os medicamentos devem começar a circular a partir do fim de 2026, para o início de 2027, conforme estimativas do banco.

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De acordo com os analistas, a entrada desses produtos deve formalizar o mercado consumidor e expandir estruturalmente o mercado endereçável. Tanto a RD Saúde quanto a PagueMenos (PGMN3) apontaram para um enorme mercado paralelo.

As companhias estimam que esse mercado seja, aproximadamente, de 3 a 4 vezes maior que o mercado oficial de Mounjaro no Brasil.