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As ações da Cury (CURY3) saltavam nesta quarta-feira (13), após o grupo publicar um balanço do primeiro trimestre de 2026 acima do esperado pelo mercado.
Os papéis da construtora e incorporadora subiam 5,9% às 11h52 (horário de Brasília) e se encontravam entre as principais altas do Ibovespa, que recuava 0,1%.
Conforme balanço publicado na véspera, o grupo apurou lucro líquido de R$ 303 milhões no primeiro trimestre, um avanço de 41,9% na comparação com mesmo período de um ano antes.
A receita líquida do grupo cresceu 32,6% para R$ 1,6 bilhão. Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$ 279 milhões e receita líquida de R$ 1,5 bilhão, segundo dados da LSEG.
Conforme destaca a XP Investimentos, a Cury apresentou resultados mais fortes no 1T26, acima das expectativas já elevadas da casa. Além disso, a companhia também distribuiu R$ 160 milhões em dividendos (cerca de 1,7% de rendimento), sustentados por forte geração de caixa.
Ygor Altero e João Rodrigues, analistas da XP, apontam: (i) forte crescimento de receita e resiliência da margem bruta, (ii) expansão do backlog e margens de backlog sustentáveis, e (iii) controle de despesas melhor que o esperado.
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Em conjunto, isso continua impulsionando níveis significativamente atrativos de ROE (retorno sobre patrimônio líquido) para a companhia, que atingiu 79,5% nos últimos doze meses (+12 pontos percentuais), destacando-se entre os pares do setor e justificando um valuation com prêmio. Também destaca a forte geração de caixa, que permitiu a distribuição dos dividendos, que considera atrativo.
“Mantemos a Cury como nossa top pick [preferida], dada sua combinação de: (i) crescimento de lucro por ação, (ii) geração de caixa, e (iii) distribuição de dividendos”, avalia.
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O Bradesco BBI avalia os resultados do 1T26 como positivos, uma vez que a desaceleração da margem bruta – principal ponto de atenção do mercado – se confirmou dentro do esperado, enquanto o lucro veio acima das estimativas e o ROE permaneceu em patamar excepcionalmente elevado.
“Não vemos, neste momento, necessidade de revisões relevantes em nossas projeções, embora a companhia esteja rodando um lucro anualizado de cerca de R$ 1,2 bilhão, levemente abaixo da nossa estimativa de R$ 1,25 bilhão, em um trimestre sazonalmente mais fraco”, aponta.
O BBI segue atento a riscos externos, mas entende que as estimativas contam com uma margem de segurança confortável. “Reiteramos nossa recomendação de compra, com CURY3 negociando a múltiplos atrativos – 7,1 vezes o P/L [preço sobre lucro] estimado para 2026 e 5,9 vezes para 2027 – e oferecendo crescimento anual composto do lucro por ação de aproximadamente 24% no período entre 2025 e 2027″, avalia.
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Segundo analistas do banco BTG Pactual, o grupo divulgou resultados sólidos no trimestre, com forte crescimento em relação ao ano anterior, tanto na receita quanto no lucro líquido, e o lucro por ação.
Gustavo Cambauva e equipe acrescentaram que o lucro por ação, de R$ 0,98, superou a previsão do BTG em 7% devido a uma receita ligeiramente superior e a despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) menores do que o esperado.
Queda nas despesas, mas alta nos custos
Em teleconferência com analistas, os executivos do grupo destacaram que a Cury ainda deve ter queda no nível de despesas comerciais, e que deve ficar ainda próximo dos patamares históricos.
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Contudo, eles alertaram que um cenário de alta contínua dos custos causado pela guerra no Oriente Médio poderia levar a novos reajustes de preço.
Eles também indicaram que a alta dos custos também está gerando certa queda na demanda de materiais, e que alguns fornecedores estariam oferecendo margem para negociação.
Os executivos ainda disseram que a Cury possui “gordura” na margem bruta REF para absorver a inflação futura, enquanto continua buscando uma margem mais forte nos lançamentos.
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(com Reuters)