JP Morgan inicia cobertura do Santander com classificação acima do mercado

Apesar da desvalorização das units desde o IPO, banco possui bons múltiplos e é considerado top pick do setor

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SÃO PAULO – O banco JP Morgan iniciou cobertura das units do Santander Brasil (SANB11) com classificação “acima da média” e preço-alvo de R$ 28 para dezembro de 2010, representando upside de 32% com relação à cotação do dia 10 de novembro. A instituição é a nova top pick do JP Morgan para o setor bancário brasileiro.

Top pick

Apesar das units do Santander terem desempenho inferior aos outros bancos do País, os analistas acreditam que o valuation do banco não corresponde à significativa expansão do ROE e dos lucros por ação – melhor que os pares do grupo.

O Santander deve se beneficiar da maior penetração dos serviços financeiros nos próximos anos. Avaliando tudo isso, os analistas elegeram o banco como top pick e reiteraram a visão favorável ao setor bancário brasileiro.

Ações não estão caras

Os analistas ajustaram o balanço do Santander Brasil ao modelo contábil dos principais concorrentes do mercado doméstico, com vistas a permitir uma comparação entre resultados e rentabilidade, concluindo que as units do Santander não estão caras. Com base nas projeções para 2010, a relação entre o preço e o book value (valor patrimonial da empresa por ação) está em 1,5 vezes, menor do que os pares do setor.

O P/L (preço da ação sobre estimativa para o lucro) do banco fica em 12,5 vezes para as projeções de lucros de 2010, e 9,5 vezes para as estimativas de 2011. Já os lucros por ação mostram crescimento de 25,3% de 2009 a 2012, melhor que os outros bancos brasileiros, devido ao impacto inicial do IPO (Initial Public Offering).

Pagamento de dividendos

A equipe de análise ressaltou ainda que o capital captado no IPO deve sustentar um crescimento financeiro ao mesmo tempo que permite o pagamento de dividendos melhor que os pares.

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O relatório sustenta que o Santander possui o capital para manter aumento de 20% dos empréstimos nos próximos anos, ao mesmo tempo que a taxa de pagamento de dividendos fique em 50%. Essa alta taxa permite que o banco cresça ao mesmo tempo que se move em direção a uma estrutura de capital mais eficiente, com o balanço mais alavancado.